S.O.S.
Sangue
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Fotografia:
Neuza das Graças

O grupo Axé-Uai deu um show na abertura
do I Fórum da área de saúde e animou os convidados
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Hemocentro
vive situação preocupante
Graziela
Cristina de Oliveira
1 ano de Jornalismo
Nos últimos
sete anos, apesar de manter uma situação aparentemente
linear, o Hemocentro de Uberaba tem passado por uns momentos difíceis.De
acordo com o chefe do setor de apoio técnico, Alberto Marzullo,
a atual conjuntura da entidade ainda não pode ser considerada
sob controle. "O estoque poderia ser melhor para conseguirmos sustentar
um equilíbrio entre a necessidade e a oferta", disse Marzullo.
Segundo o técnico, o ideal seria que houvesse um programa ao
nível de empresas e instituições educacionais junto
à sociedade. Isso contribuiria para sensibilizar a população,
principalmente os jovens, sobre a importância de uma doação
de sangue e, assim, elevar o quadro de doadores.
Cerca de 1800 pessoas procuram o Hemocentro todos os meses para fazerem
doações.Mas dentre estas, muitas não apresentam
as características necessárias que permitem com que elas
se tornem doadoras. Em alguns casos, as pessoas podem ficar um certo
tempo sem doar, podendo, até mesmo, ficarem impossi-bilitadas
permanentemente, caso apresentem alguma doença infecciosa, como
a he-patite.(Saiba mais no quadro ao lado).
A regional de Uberaba atende ainda outras cidades que compreendem a
diretoria regional de saúde do Estado. O sangue coletado aqui
é enviado também para Frutal, Araxá, Monte Carmelo,
Campos Altos, Ibiá, Sacramento e Conceição das
Alagoas. Apesar de beneficiar todas essas outras localidades, o número
de doadores é considerado bom. Mas para Marzullo, esse número
poderia ser maior se as pessoas deixassem a acomodação
de lado. "Se cada um pensasse diferente, como, meu sangue pode
salvar até três vidas, eu acho que muito mais gente viria
até aqui", ressaltou.
Os doadores são di-vididos em duas catego-rias: os altruístas,
que não visam reconhecimento, tornam-se voluntários espontaneamente;
e aque-les que apenas fazem uma reposição sanguínea
quando um parente ou amigo está precisando. De acordo com Alberto,
o Hemocentro procura transformar esse último grupo em doadores
freqüentes para estarem sempre comparecendo e ajudando outras pessoas.
Quem quiser tornar-se um doador precisa corresponder a alguns quesitos
(ver mais detalhes abaixo). Estando tudo em ordem, basta dirigir-se
até o Hemocentro de Uberaba, que fica na Av. Getúlio Guaritá,
n¼ 250 (ao lado do Hospital Escola) munido de um documento oficial com
foto.O horário de atendimento é: de 2» a 6» das 7:00h
às 11:30h e das 14:00 às 17:30; no Sábado, das
7:30 às 11:00h. Para maiores informações, o telefone
do Hemocentro é 3312 5077.
Esperança
Diego José Machado, de 14 anos, mora em Conceição
das Alagoas. A cada três meses ele vem a Uberaba para receber
transfusão de sangue. Acompanhado pela mãe, o garoto chega
a ficar até duas horas realizando a transfusão. Assim
como Diego, muitas outras pessoas se vêem nessa situação.
Dependentes da solidariedade e da boa vontade de gente, em sua maioria,
estranha, resta a esperança de encontrar, cada vez mais, pessoas
dispostas a ajudar. Segundo dados da OMS (Organização
Mundial de Saúde), no Brasil são coletadas cerca de 2,8
milhões de bolsas de sangue anualmente, quantidade essa que consegue
efetuar apenas 4,5 milhões de transfusões neste mesmo
período. Apesar de contar com 180 milhões de habitantes,
em nosso país menos de 2% da população é
doadora. Um número abaixo do recomendado pela OMS que prevê
uma porcentagem de doadores entre 3% e 5%.
Exemplo
Mesmo tendo esse número inferior a meta esperada, podemos encontrar
muitas pessoas que reservam um pouquinho do seu tempo para colaborar
com essa boa causa. É o caso do motorista Dalmo José de
Oliveira que já doa a mais de dois anos. Segundo ele, toda pessoa
que tem a oportunidade de ajudar deve contribuir, pois só assim,
poderemos melhorar a sociedade. "Me sinto muito feliz em poder
ajudar, saber que sou útil. Quero continuar enquanto eu puder",
disse o motorista.