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Matéria publicada no Revelação (jornal-laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba) n. 204, em 22 de abril de 2002

andre.azevedo@uniube.br

 

André Azevedo da Fonseca

A mídia tem empenhado sua força mais no sentido de induzir a criança ao consumo do que em educá-la para um mundo cada vez mais complexo. A partir dessa constatação, alunos do 3º período de Comunicação Social, orientados pela professora Janete Tranqüila, realizaram um trabalho em sala de aula onde parodiaram essa desproporção.

"A idéia é questionar essa persuasão forte sobre as crianças", diz Janete. Segundo a professora, a propaganda voltada ao público infantil é muito mais intensa e aparece muito mais vezes do que reportagens sobre assuntos da infância. "A imprensa deveria estar trabalhando a conscientização e incentivando o diálogo. Mas o que faz? Induz a comprar brinquedo!", afirma. Essa "overdose" de publicidade infantil estaria embaralhando a noção de prioridade e criando situações embaraçosas. "Por exemplo, hoje se vende de tudo na farmácia, até sorvete. A mãe vai comprar remédio com o menino e ele dá até birra querendo picolé", diz a professora.

As paródias firmam um posicionamento crítico dos estudantes perante os artifícios para induzir ao consumismo. Por serem frágeis, crianças são naturalmente suscetíveis às sugestões da propaganda. Por causa disso, em muitos casos são despertados desejos de consumo descabidos ao universo infantil.

Para produzir os anúncios, os alunos utilizaram as próprias fotos de quando eram crianças. A arte final foi feita por Lungas Neto, aluno do 7º período de Publicidade, especialmente para o Revelação. A professora Janete escolheu alguns trabalhos que considerou representativos, que são os seguintes:


Larissa Melo

Carla Leão

Diogo Sucupira

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