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André
Azevedo da Fonseca
A mídia
tem empenhado sua força mais no sentido de induzir a criança
ao consumo do que em educá-la para um mundo cada vez mais
complexo. A partir dessa constatação, alunos do 3º
período de Comunicação Social, orientados pela
professora Janete Tranqüila, realizaram um trabalho em sala
de aula onde parodiaram essa desproporção.
"A idéia
é questionar essa persuasão forte sobre as crianças",
diz Janete. Segundo a professora, a propaganda voltada ao público
infantil é muito mais intensa e aparece muito mais vezes
do que reportagens sobre assuntos da infância. "A imprensa
deveria estar trabalhando a conscientização e incentivando
o diálogo. Mas o que faz? Induz a comprar brinquedo!",
afirma. Essa "overdose" de publicidade infantil estaria
embaralhando a noção de prioridade e criando situações
embaraçosas. "Por exemplo, hoje se vende de tudo na
farmácia, até sorvete. A mãe vai comprar remédio
com o menino e ele dá até birra querendo picolé",
diz a professora.
As paródias
firmam um posicionamento crítico dos estudantes perante os
artifícios para induzir ao consumismo. Por serem frágeis,
crianças são naturalmente suscetíveis às
sugestões da propaganda. Por causa disso, em muitos casos
são despertados desejos de consumo descabidos ao universo
infantil.
Para produzir
os anúncios, os alunos utilizaram as próprias fotos
de quando eram crianças. A arte final foi feita por Lungas
Neto, aluno do 7º período de Publicidade, especialmente
para o Revelação. A professora Janete escolheu alguns
trabalhos que considerou representativos, que são os seguintes:

Larissa Melo |
Carla Leão
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Diogo Sucupira |
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