Estudantes
da Escola Municipal Santa Maria participaram do Desfile de Moda
Ecológica. Roupas
simbolizavam as cores universais de coleta seletiva: Vermelho
para plásticos, azul para papel, amarelo para
metal e verde para vidros |
Ecologia e paz
A Escola Municipal
Monteiro Lobato ocupou um pavilhão inteiro para exibir a
VI Feira Interdisciplinar de Conhecimento. Diversos estandes
foram montados para estimular a discussão sobre biodiversidade,
água, cidadania, ética, preservação
ambiental, lixo reciclado e lixo seletivo.
Maria
Cristina Rossi, supervisora e vice-diretora da escola, disse que
a idéia do trabalho é conscientizar os estudantes
sobre as formas de proteção ao meio ambiente, argumentando
que a destruição não leva à paz. Lílian
José de Souza, supervisora da escola, lembrou que a destruição
provoca desarmonia na sociedade. "A gente tenta fazer com que
as crianças percebam que através da natureza é
que obtemos nosso sustento, tiramos nosso trabalho. A destruição
faz com que todos saiam da terra e venham para as cidades, que já
estão saturadas", disse.
A
Escola Estadual Professora Corina de Oliveira, e a Escola Estadual
Paulo José Derenusson, montaram um estande para demonstrar
o Projeto de Aproveitamento de Subprodutos. Orientados por
professores de Química e Geografia, estudantes utilizam-se
de produtos que normalmente são desperdiçados para
produzir sucos, ricota e sabão. Os alunos mostraram, no próprio
pavilhão, o processo de fabricação de sabão
a frio, utilizando óleo vegetal. Os estudantes distribuíram
um saquinho com suco de goiaba, produzido através da reutilização
do soro de leite. Além disso, visitantes foram presenteados
com bloquinhos de sabão produzidos na hora.

Voluntários
do projeto Lixo Mania confeccionam peças de artesanato
utilizando material reaproveitável |
Os
professores Marcos Cesar de Oliveira e José Rafael Silva
explicam que um dos objetivos desse projeto é "provar
ao aluno a presença de processos químicos que, a primeira
vista, podem parecer complicados e sem importância; mas que
fazem parte do nosso dia-a-dia". Esse experimento reforça
a idéia de que é possível explorar a reciclagem
e o reaproveitamento de forma produtiva. O projeto foi recentemente
premiado no 1º Fórum do Ensino Médio do Sudeste
o único do Triângulo Mineiro que conquistou
premiação.
A
Escola Municipal Santa Maria também participou com estandes
destacando a educação ecológica. "A construção
da paz ambiental passa pela atitude de reaproveitar para economizar
os recursos naturais", alertavam faixas e cartazes. As estudantes
Camila Mariana, 14, e Renata Couto Lima, 13, participavam na oficina
de artesanato feito com materiais reciclados e reaproveitados, como
papeis e caixinhas de leite. "O objetivo é conscientizar
as pessoas, mostrando que é possível reutilizar recursos
industrializados que iriam virar lixo e poluir o meio ambiente",
afirmaram.
Na
mostra de artesanato feito com produtos reaproveitados do Projeto
Lixo Mania, cartazes enfatizavam os benefícios da coleta
seletiva de lixo para o meio ambiente. A professora Enedina Maria
Borges Silva, idealizadora do projeto, promoveu o Desfile de
Moda Ecológica, evento que vem realizando desde junho
deste ano. Roupas de TNT (Tecido Não-Tecido) com franjas
de fita cassete, babados e recortes de revistas, bustiês bordados
de pastilhas coloridas, saias de retalhos, blusas de croché
com lacres de latinhas de alumínio, miçangas de flores
recortadas de vasilhames plásticos e bolsas confeccionadas
com anéis feitos de petche de refrigerante vestiram
as modelos, adolescentes da Escola Municipal Santa Maria e as sobrinhas
da professora.

Luciana
Tavares Torres, 15, aluna da 8ª séria A da Escola
Municipal Santa Maria, desfilou com roupas feitas com jornais |
O
projeto Lixo Mania foi criado em 1994. Segundo Enedina, voluntários
recolhem e vendem papel, plástico, latinhas e vasilhames
de refrigerante. O dinheiro arrecadado é revertido em benefício
da continuação do projeto. "O objetivo é
a educação e sensibilização das pessoas
em relação ao meio ambiente, em uma construção
amorosa da cidadania", disse. De acordo com ela, o projeto
existe graças aos alunos, professores e as pessoas que acreditam
que é possível fazer algo para conscientizar as pessoas,
"como a Tia Cristina, a Vó Leontina e Vó Alderica,
que fazem a confecção das roupas", disse.
O
artista plástico Mizac Limírio apresentou, para grupos
de crianças, o seu Teatro de Fantoches, feitos com
vasilhames plásticos. A peça ecológica conta
a história de produtos descartáveis que podem ser
reutilizados.
Arte
e paz
A
escola Balaio de Arte realizou, entre as atividades do projeto Museu
Dinâmico Contrução da Paz, um trabalho incentivando
"a arte como busca de uma paz interior". O escultor Hércules
Locci e o pintor Carlos Felipe ministraram oficinas de pintura com
alunos da escola e de desenho com crianças. "Usamos
a metodologia de desenhar com o lado direito do cérebro.
O desenho é feito de cabeça pra baixo, pois, com a
imagem invertida, o aluno fica mais atento à questão
espacial, aos traços, e não ao lado objetivo e figurativo
do desenho", explicou Elisa Carvalho, diretora da escola.
A
professora Lília Almeida, do Balaio de Arte, realizou uma
oficina de bordado com vagonite uma técnica de bordar
por cima do tecido. "A professora convidou um grupo de surdo-mudos,
e foi ótimo! Ela conseguiu explicar o mecanismo da técnica
através de gestos, apesar de não ter formação
especial para trabalhar com portadores de deficiências auditivas",
disse Elisa.
A
Escola de Arte Dr. Odilon Fernandes promoveu oficinas de pintura
à óleo e desenho artístico, de corte de cabelo,
manicure, bordado à mão, tear e brolha (trabalhos
com cordão), e outros cursos profissionalizantes. Dulce Fernandes,
professora de pintura à óleo e vice-diretora da escola,
orientava estudantes no projeto Arte pela Paz. Alunos de
Educação artística da Faculdade de Educação
de Uberaba (FEU) também exibiam trabalhos.
Adriana
Amélia, administradora da escola, explicou para a estudante
Mírian Lins, em reportagem no programa de TV Fábrica,
que a sociedade precisa dessas ações positivas. Para
ela, iniciativas que incentivam a profissionalização
são muito importantes para a paz social, pois as pessoas
têm oportunidade de encontrar formas de renda e não
ficam à margem da sociedade. "Estamos felizes de ver
a sociedade se mobilizando", disse.
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