Para Lula a reforma tributária é uma necessidade do país

O presidente Lula, reafirmou, em discurso na abertura do 37 Congresso Nacional de Supermercados nesta segunda-feira, que a reforma tributária é uma necessidade do país.
Ele declarou que a proposta que está sendo votada na Câmara não é do governo, mas da nação, e que os estados precisam mais dela do que a União.

– Estamos aprovando uma reforma tributária que vai ajudar muito o desenvolvimento da economia e fazer justiça social nesse país. Assim como vamos ter uma política previdenciária que vai permitir que os estados continuem pagando os seus trabalhadores – disse o presidente. Países desenvolvidos são 'duros na queda'

Lula também afirmou que os países desenvolvidos são muito duros na negociação, e destacou que o Brasil precisa se fazer conhecer em novos mercados e ter ousadia.
- Esta é uma novidade na política externa brasileira. Não estamos esperando que as pessoas nos descubram. Tenho a convicção de que este século será aquele em que a América do Sul deixará de ser vista como a parte do mundo onde está a pobreza - disse Lula. - Os países desenvolvidos são muito duros na queda, duros na negociação - completou.

O presidente informou, também, que em dezembro o governo promoverá visitas a países árabes, como Líbano, Síria, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Egito e Líbia. Em maio do ano que vem, a idéia é realizar uma reunião entre países árabes e sul-americanos, para aproximar os negócios. Segundo o presidente, uma parte do dinheiro investido pelos países árabes poderia vir para o Brasil.
"Resolvemos deixar de ser tratados como pequenos"

Mesmo que as propostas defendidas pelo país na reunião da OMC (Organização Mundial de Comércio), realizada em Cancún, no México, não tenham avançado, o presidente acredita que o resultado obtido no encontro foi positivo.

- Não conseguimos aprovar o que queríamos, mas não permitimos que eles [Estados Unidos e União Européia] aprovassem o que queriam que era consolidar a política de subsídios deles. Queremos uma política de comércio exterior em que possamos ser tratados com igualdade e termos oportunidade de competir livremente - disse o presidente.

O presidente afirmou que o Brasil e os demais países pobres não querem "privilégios" ou "favores", apenas que sejam "tratados em igualdade de oportunidades". Voltando a falar de soberania, ele reafirmou que é preciso chegar às negociações internacionais sem "cabeça baixa".

Fonte: Época Online, com informações de GloboNews.com e Valor Online

 

 

 

 


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