Religiosos
africanos condenam nomeação de bispo gay nos EUA
KAMPALA - A consagração de Gene Robinson, homossexual
assumido, como bispo anglicano, ocorrida no estado americano de New
Hampshire, foi criticada por vários líderes religiosos
africanos, que ameaçam com 'divisões' no seio da Igreja.Para
esses líderes, a homossexualidade, condenada nas culturas africanas,
é ''contrária às doutrinas da Bíblia''.A
Igreja anglicana em Uganda anunciou que cortará todos os laços
com a diocese de New Hampshire devido à nomeação
de Robinson, ''um homossexual que vive com seu parceiro há mais
de 15 anos''.''A admissão de homossexuais na Igreja é
inaceitável'', disse Stanley Ntagari, porta-voz dos anglicanos
em Uganda, que confirmou que não reconhecerá Robinson
como bispo.Ntagari ressaltou que a decisão é coerente
com as resoluções aprovadas no mês passado em Londres
na reunião de urgência dos líderes anglicanos do
mundo, na qual se confirmou a oposição às relações
sexuais entre pessoas do mesmo sexo.A mesma postura foi tomada por alguns
líderes religiosos no Quênia, que confirmaram, no entanto,
que manterão as relações normais com a diocese
de New Hampshire sem reconhecer Robinson como bispo.A Igreja anglicana
de Uganda é a segunda maior na África, com oito milhões
de fiéis, de uma população de 24 milhões
de pessoas. A primeira religião em importância no continente
é a da Nigéria, com 17,5 milhões de fiéis
e que cujos líderes condenaram a consagração de
Robinson, mas sem anunciar ação alguma.
Agência EFE