Governo Iraquiano diz que ataques em Bagdá matam 42 e ferem 224

Uma série de ataques --aparentemente coordenados-- com carros-bomba, que atingiram a sede da Cruz Vermelha e quatro postos policiais, em Bagdá, capital do Iraque, causaram a morte de 42 pessoas e deixaram 224 feridos, de acordo com informações oficiais do governo iraquiano.

"Dos 224 feridos, 150 são civis", disse o general Ahmed Ibrahim, vice-ministro do Conselho de Governo Iraquiano.

A Cruz Vermelha informou que 12 pessoas morreram na frente de sua sede em Bagdá, incluindo dois membros da organização que estavam desarmados. Outras 22 pessoas morreram nos ataques ocorridos contra quatro postos policiais, segundo informações de hospitais e fontes policiais.

As bombas, que mataram um soldado dos EUA e feriram outros seis, criaram um clima de medo e de destruição no Iraque, coincidindo com o início do Ramadã --mês sagrado para o islamismo.
"Um soldado norte-americano da primeira divisão blindada morreu e outros seis ficaram feridos durante a explosão de um carro-bomba em um posto de polícia", diz o comunicado do Exército dos EUA. Ao todo, cinco soldados dos EUA morreram em menos de 24 horas.

Baixas americanas
Com essas mortes, eleva-se a 112 o número de baixas americanas após o final das principais ações militares decretado pelo presidente George W. Bush, em 1¼ de maio.


A polícia iraquiana conseguiu frustrar um sexto atentado no bairro de Al Jadida, também na capital iraquiana.

De acordo com informações do vice-ministro, os agentes do posto de polícia de Al Jadida interceptaram um veículo --supostamente conduzido por um sírio-- que carregava 1 tonelada de explosivos.

Indícios
O general norte-americano Mark Hertling afirmou os primeiros indícios dão conta que os ataques podem ter sido praticados por estrangeiros.

"Há indícios que mostram que estes ataques são obra de combatentes estrangeiros. Esses ataques não são similares aos cometidos pelos rebeldes leais ao antigo regime de Saddam Hussein", disse.

Retirada
A Cruz Vermelha anunciou que vai retirar os membros estrangeiros da organização que atuam no Iraque. Fazendo coro à iniciativa, a Organização Internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) também disse que reduzirá seu pessoal na região.

"A partir do dia 28/10 começaremos a retirar os nossos colaboradores internacionais [do Iraque] e estudaremos uma maneira de prosseguir com o nosso trabalho de ajuda aos nossos colegas iraquianos", disse o chefe da delegação da Cruz Vermelha no Iraque, Pierre Gassmann, à rede de TV alemã ARD.

Cerca de 800 iraquianos e 35 pessoas de diferentes nacionalidades trabalham no Iraque, segundo a organização.

"Os responsáveis pelos ataques estão contra todos os estrangeiros. Não fazem diferença: todos os que não são iraquianos são colocados no mesmo saco que as tropas de ocupação e deve-se lutar contra eles", disse Gassmann, referindo-se aos autores dos atentados.

Fonte: www.folhaonline.com.br