Força
Sindical abre oposição ao governo e suspende campanha
unificada com a CUT
A Força Sindical
decidiu abrir oposição clara ao governo do PT e retomar
sua posição de rival da CUT em reunião da executiva
da entidade realizada na manhã desta terça-feira (28/10).
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, anunciou
que vai se desligar do Conselho de Desenvolvimento Econômico e
Social, que assessora a Presidência da República, e que
vai suspender temporariamente todas as negociações em
curso com o Ministério do Trabalho, no âmbito do Fórum
Nacional do Trabalho. Também a campanha salarial unificada com
a CUT, em plena negociação dos metalúrgicos, será
suspensa até que sejam esclarecidas as denúncias publicadas
na revista "Veja" no último fim de semana.
De acordo com a reportagem, a candidatura de Luiz Inácio Lula
da Silva teria sido apoiada por uma equipe que promoveu blefes e negociações
sigilosas para enfraquecer seus adversários. O grupo teria armado
uma cilada para fotografar o presidente da Força Sindical, Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho, vice na chapa de Ciro Gomes (PPS), comprando
um dossiê que o acusava de desvio de dinheiro.
Pelo menos duas pessoas, Carlos Alberto Grana e Osvaldo Bargas, citados
na matéria como parte do grupo que trabalhou para acusar os adversários
de Lula, são velhos conhecidos dos sindicalistas da Força.
Grana é um dos negociadores da campanha salarial unificada e
Bargas secretário de relações sindicais do Ministério
do Trabalho (é ele que representa o Ministério como coordenador
no Fórum Nacional do Trabalho). A Força Sindical quer
o afastamento de Bargas da coordenação do fórum.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, já
anunciou que pretende se candidatar à Prefeitura de São
Paulo em 2004 e tem sido um crítico constante da prefeita Marta
Suplicy, que concorrerá à reeleição pelo
PT.
Fonte: www.oglobo.com.br