Uberabense
ainda vive trauma de acidente com trem da FCA
Após quatro
meses do desastre ambiental que deixou Uberaba sem água, a venda
de galões de água mineral estabilizou. No acidente do
dia 10 de junho, 18 vagões de um trem da Ferrovia Centro-Atlântica
descarrilaram próximo ao Córrego Alegria (um dos afluentes
do Rio Uberaba), provocando danos ambientais e contaminando a água.
A cidade ficou com o abastecimento de água comprometido por 10
dias.
Na época, proprietários de distribuidoras de água
mineral da cidade afirmaram que suas vendas tiveram salto vultoso, de
100%. As vendas diárias em cada distribuidora chegaram a 300
galões de 20 litros. Hoje as vendas chegam a 100 galões
diários.
Para a auxiliar de escritório Ana Beatriz Guimarães, 28
anos, o uso de galões de água mineral em sua casa tornou-se
um hábito. "Quando o abastecimento de água foi cortado
começamos a comprar água mineral, e não paramos
mais. Às vezes fico com receio de algum tipo de substância
na água."
A dona-de-casa Maria Lúcia dos Santos, 56 anos, disse que consome
a água normalmente, sendo que os galões só foram
utilizados na época da falta do líquido. "Não
compro galões porque acaba ficando mais caro. Sei que técnicos
especializados fizeram análise da água e que não
existe nenhum risco de contaminação."
O aposentado Antônio Ferreira Resende, de 42 anos, teme contaminação
devido ao acidente. Ele utiliza água mineral para lavar e preparar
alimentos. "Sei que técnicos garantiram que não existe
risco no consumo da água, mas eu tenho medo. E tenho a certeza
de que essas substâncias tóxicas que vazaram dos vagões
podem trazer conseqüências no futuro."
O diretor técnico do Codau Luiz Henrique Molinar garante a qualidade
da água. Segundo ele, desde o dia em que a Fundação
Estadual do Meio Ambiente (Feam) liberou a água para o consumo
da população não existe nenhum tipo de risco de
contaminação. "Todos podem consumir a água
tranqüilamente." Disse que a presença das substâncias
tóxicas que vazaram dos vagões (cloreto de potássio,
octanol, isometanol e metanol) na água está descartada
por análises de diversos laboratórios.
Fonte: www.jmonline.com.br