Grito
dos excluídos reúne 120 mil pessoas em Aparecida do Norte
O Grito dos Excluídos atingiu seu objetivo de mobilizar a população,
provocar o debate e sensibilizar o governo federal para promover mudanças.
Está é a avaliação de um dos Coordenadores
do Grito dos Excluídos, Ari Aberti. De acordo com ele, 120 mil
pessoas participaram na Basílica de Aparecida do Norte, interior
de São Paulo, das atividades do movimento, constituído
pela Igreja Católica e por entidades sociais, que em todo 7 de
setembro protesta contra a exclusão social e contra a criação
da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
Aberti destaca que o fato de o País ter um governo popular no
poder não enfraquece o Grito dos Excluídos, que chegou
este ano a sua 9 » edição, com tema "Tirem as mãos
... o Brasil é nosso chão". A manifestação
não é contra o governo, mas contra a exclusão social
no Brasil, afirmou Aberti. Salientou que a reforma agrária ainda
não foi feita e que o número desempregados no País
ainda é grande.
No próximo dia 16 de setembro, os organizadores do movimento
pretendem entregar em Brasília o abaixo assinado em favor da
realização de um plebiscito no País sobre formação
da Alca. Aberti afirma que o povo não pode permanecer alheio
a esse acordo que, segundo ele, não se limita apenas a acordos
comerciais, mas trata da soberania do País.
Aberti destacou também a importância da mobilização
popular na realização das mudanças sociais no País.
"Vamos provocar a discussão. Não podemos decepcionar
o povo que elegeu Lula. Nos vamos contribuir para povo participar",
disse ao salientar que a esperança que elegeu o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, só poderá se tornar realidade
com a participação popular.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luís
Marinho, e o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST), João Pedro Stédile, participaram das atividades
em Aparecida, cidade onde acontece a maior concentração
do Grito dos Excluídos no País. Na capital paulista várias
marchas seguiram em direção ao museu do Ipiranga, na zona
Sul da cidade. Segundo os organizadores do movimento, aproximadamente
três mil pessoas participaram das atividades na capital.
fonte: Agência Brasil