Foto: Diovana Miziara
Casa religiosa não- filatrópica, ligada á Igreja Católica, abriga e acolhe moradores de rua.

Fraternidade Toca de Assis

Uma casa que acolhe sonhos e reintegra cidadãos na sociedade


Diovana Miziara
6 período de Jornalismo


A Fraternidade Toca de Assis, é uma casa religiosa não-filantrópica, ligada à Igreja Católica, que abriga e acolhe pessoas moradoras de rua. A entidade conta com 63 casas em todo o Brasil, sendo que a sede de Uberaba já soma dois anos de existência.

Cinco religiosos tomam conta da casa, onde hoje estão acolhidos 25 ex-moradores de rua, todos eles homens, principalmente idosos e debilitados fisicamente.

Na maioria das vezes, as pessoas que chegam à Toca são indicadas por alguém que já conhece a casa. Os religiosos conversam com os interessados em ser acolhidos pela entidade, e é através desta conversa que eles decidem se os pretendentes poderão ficar ou não.

Se a resposta for positiva, os até então moradores de rua vão para a casa de acolhimento e ficam morando com os religiosos até decidirem o que querem. "Uns voltam para a rua, outros arrumam emprego, voltam para a família ou então permanecem em nossa casa para sempre", diz Ronaldo Guimarães Firmino, o guardião e responsável pela Toca de Assis.

Os irmãos de rua, como dizem, não são cuidados como tal, mas sim como o próprio Cristo presente neles. "As feridas, as chagas de Nosso Senhor são cuidadas; com isso procuramos cada vez mais seguir o evangelho", relata Ronaldo. A casa tenta curar as feridas deles.

Os irmãos acolhidos são livres para fazer o que quiserem. Alguns ajudam nos trabalhos da casa, outros fazem artesanato, cuidam da horta, mas também tem aqueles que não podem desenvolver nenhum trabalho. Podem sair da casa, desde que não cheguem muito tarde para não incomodar o descanso dos religiosos e dos outros irmãos.

Porém, essa liberdade tem limite. Existem regras que precisam ser cumpridas. Uma delas e não permitir o uso de bebidas alcoólicas na casa, já que a rua traz para muitos deles o vício do álcool. "Não temos aqui um trabalho de recuperação, somos uma casa de acolhimento. Eles são recuperados também pelas nossas orações. É o que podemos dar a eles: uma vida católica", diz o guardião da casa.

A casa vive de doações. Alimentos, roupas, verba para pagar as contas... tudo são doações. Existem os bem feitores que assumiram o compromisso de fazer a doação todo mês, assim como o dízimo. Mas há pessoas que fazem as doações quando podem.

 

O trabalho dos religiosos na Toca

Os leigos da casa

Histórias de acolhidos


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