A gratificante tarefa de ser pai

Foto: Joyce Pereira Ramos

DanielRezende, de 22 anos, além de trabalhar e estudar Biomedicina na Uniube, tem que arrumar tempo para cuidar de seu filho Pedro Henrique

Como os jovens pais lidam com a responsabilidade
de constituir uma família e, educar os filhos?


Fábio Luís da Costa
3 período de Jornalismo


"Pai, eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa e brincar de amor com meu filho
No tapete da sala de estar"

Este é o trecho da música Pai Herói do cantor Fábio Júnior. E, esta letra serve de "gancho" para o contexto das próximas linhas que é uma homenagem do Jornal Revelação aos pais.

A figura de um pai na vida de uma criança é extremamente importante. Os laços afetivos, os vínculos que a criança cria, enfim, todo o comportamento direto e indireto, são características que os pais devem passar aos filhos para que, ao longo da vida eles conquistem seu espaço e tenham representatividade diante da sociedade. Esses laços possibilitam que, ainda muito cedo, a criança ganhe auto-confiança e crie sua própria identidade.

Assim como a maternidade, a paternidade na adolescência provoca problemas sociais e emocionais, pois o jovem assume um papel que presumidamente, ainda não está preparado. No momento quando as preocupações giram em torno de reflexões sobre escolhas para o futuro, tais como: profissão, relações amorosas, orientação sexual, e até mesmo aproveitando a fase da vida boêmia, os pais precoces passam a buscar formas para assumir um filho. E, tal responsabilidade acaba gerando algum conflito familiar.

O primeiro dia dos pais para estes jovens torna-se uma comemoração e uma experiência gratificante. Como será o primeiro dia dos pais para estes homens que já receberam a notícia de que serão papais ou, que acabaram de ter um filho?

Para Daniel Rezende de Andrade, de apenas 22, anos a responsabilidade é muito grande. Ele é pai de Pedro Henrique, de cinco meses de vida, trabalha o dia todo e estuda à noite. Portanto tem pouco tempo para visitar o filho, entretanto, sempre arruma um jeitinho de ficar com ele. "Sou um pai recente, acompanhei toda a gravidez da minha namorada e, sempre que posso vou ver meu filho, que mora com os pais dela, às vezes, até durmo por lá, assim, passo mais tempo com ele". Daniel acrescenta ainda que é um pai presente, e que, carinho, atenção e amor não faltam ao filho.

Já Paulo Fernando, de 21 anos, teve algumas dificuldades no início do processo. Seu filho Herbert, está com três meses de vida. Ele conta que ao saber da gravidez levou um grande susto. Algum tempo depois é que despertou um insight, quando acabou acostumando com a idéia. "Criar um filho hoje em dia custa muito caro. Temos grandes responsabilidades e, no momento, estou bastante preocupado com a saúde do meu filho, pois, ele está internado com suspeita de pneumonia". Paulo Fernando completa: "Saí da casa dos meus pais e agora tenho uma responsabilidade maior, pois acabo de constituir uma família".
Há informações suficientes para evitar uma gravidez indesejada, quanto a isso não restam dúvidas. A professora e psicóloga Janete Tranqüila diz que, as informações sobre gravidez na adolescência já estão saturadas. Entretanto, o que faz um jovem se descuidar são as próprias informações, pois eles acabam acreditando que estão cientes de seus atos, ou que isso jamais aconteceria com eles. "O querer viver, a liberdade tão sonhada, o delivery nas relações amorosas, trazem inúmeras conseqüências negativas. A gravidez não planejada é uma delas. Frequentemente altera o processo de desenvolvimento deste jovem pai, além de retardar a entrada dele no mercado de trabalho", explica a psicológa.
"Após o fato estar consumado, o ideal é buscar apoio familiar. A ajuda dos pais, de ambas as partes é imprescindível , principalmente em um momento tão delicado" recomenda Janete.

E para os pais já não tão jovens? O que segnifica a paternidade? Para Décio Bragança, 53 anos, professor de Língua Portuguesa da Universidade de Uberaba, ser pai vai além das questões iniciadas no processo biológico. Confira o comentário do professor: " Pai?! Bem, pai tem que ser pai adotivo. E não é filho adotivo, é o pai adotivo. Significa que, ele tem que adotar uma pessoa e, fazer desta pessoa um cidadão, um ser humano consciente, feliz, prazeroso e, encantado com a vida. Se um homem biologicamente é pai, isso o torna vago, é muito pouco, não vale nada; Pai é o que adota mesmo. Não é à toa que chamamos Deus de Pai."

Os pontos de vista são diferentes. Pode até existir um para cada pai. Para os filhos também. Mas a verdade é que cada pai é um universo de possibilidades de amor, dedicação, orientação e exemplo. Principalmente aqueles que são e exercem a paternidade!

 

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