Saudades
do Machismo
Depois
de lutar pela igualdade entre os sexos, a mulheres ainda reclamam que
não sw fazem mais homens como antigamente.
Melina
Afonso
6 período de Jornalismo
Uma pesquisa feita
por um Instituto paulista definiu o perfil da mulher do século
21. De acordo com o estudo, essa mulher vem intitulada como "mulher
transformadora".
A mulher transformadora se difere das "antigas" em vários
aspectos. O que mais me intrigou e despertou para o assunto foi a idéia
de que essa mulher não se prende a compromissos, não planeja
vida a dois e se preocupa primeiramente com o sucesso profissional.
É, engraçado ver a mulher que há tão pouco
tempo não tinha sequer o poder de decisão política,
que se portava de forma submissa ao homem, e tinha como principal função
na sociedade procriar, cuidar da casa e dos filhos, se impor de forma
tão independente.
A tão sonhada e suada independência feminina, parece que
está se concretizando. Em pouco tempo a mulher submissa e sexo
frágil, vem se firmando a frente de grandes empresas e se definindo
como trans-formadora.
Não deveria causar espanto e nem indagações, afinal,
isso não aconteceu do dia para noite, foram anos de luta. Luta
pela igualdade entre os sexos, direitos iguais e deveres iguais.
Os homens não precisam mais abrir a porta do carro, abrir a lata
de palmito e nem mandar flores. Mas, mesmo depois de lutar pela "igualdade"
entre os sexos, as mulheres ainda reclamam que não se fazem mais
homens como antigamente. Peraí? Quem quer coisas iguais? Que
mulher é essa que se define transformadora e não quer
a transformação do sexo oposto? A transformação
esperada deveria ser a geral, todo mundo transformado!
E quando o assunto é sexo, existe até livro que explica
porque os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor. Que livro mas
antiquado! Quem disse ao autor que mulher faz amor, ele se esqueceu
que a mulher atual é transformadora e que assim como o homem
busca no sexo o prazer sem pensar nem buscar sentimento. Vai vê
ele não sabia do novo perfil, ele ainda não conhecia a
mulher transformadora, ou então ela ainda não existia.
Uma coisa que com certeza não transformou foi o imutável
comportamento "reclamador" da mulher, que não cansa
de relembrar do romantismo que acabou, do amor que banalizou, do carinho
e do companheirismo que ficou no tempo junto com a mulher submissa.
A mulher trans-formadora se esque-ceu da delicadeza feminina e se transformou
com o mesmo radicalismo e exagero com que ela se dedicava ao homem do
século passado. O meio termo não é possível?
Podia ter sido uma transformação menos agressiva, menos
assustadora. Já estou até com saudades do machismo do
século passado, o feminismo é bem pior. O homem se garante,
mas não se firma como ser independente do outro, com todo machismo
a mulher nunca deixou de ser o assunto pre-ferido deles.
A "transforma-dora" não, ela cuida do corpo, quer se
ver linda pra si mesma, quer se informar e até cuidar do filho
sem interferência de ninguém, nem do pai da criança.
Pra quê tanto feminismo?
Shakespeare que nem conhecia a mulher transformadora já disse
que "
porque alguém não o ama do jeito que você
quer que ame, não significa que esse alguém não
o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente
não sabem como demonstrar ou viver isso
".
A cumplicidade entre os sexos poderia suprir esse ideal de igualdade.
Cuidar e ser cuidada, se dedicar e receber carinho como pagamento, fazer
amor e receber amor. Isso tudo sem cobranças de igualdade. Sentimentos
não se igualam, cada um sente de uma forma e transmite da forma
que sabe e julga suficiente