Golpe turístico

Apesar de todos os problemas da viagem, Renata se entregou à multidão no carnaval de Porto Seguro.

Agência transforma o sonho da viagem em pesadelo

Erika Machado
5 período de Jornalismo

Para quem gosta de viajar, não faltam opções de agências e roteiros que prometem conforto e tranquilidade aos passageiros. Uma simples viagem pode se transformar em um inesquecível passeio e dois podem ser os motivos: tudo pode sair como o planejado ou muitos contratempos podem aparecer, transformando os dias de descanso e diversão em momentos de nervosismo e estresse. E é justamente para garantir uma boa viagem, que muitos passageiros procuram agentes para que se preocupem com o transporte, acomodação e passeios turísticos nas cidades visitadas.

Mas é preciso ter cuidado na escolha da empresa. Histórias como da estudante Renata Vendramini realmente acontecem, embora ninguém acredite que possa cair numa "fria" dessas.

Como presente de aniversário de 15 anos, Renata pediu a mãe uma viagem a Porto Seguro, de preferência no carnaval. Preocupada com o tumulto e com a fama do carnaval baiano, a mãe de Renata procurou uma agente para organizar a viagem dos sonhos da filha. Encontrou uma excursão aparentemente correta, pagou tudo adiantado e confiou a filha sobre a responsabilidade dos agentes, que se comprometeram a cuidar de tudo que fosse necessário para a viagem ser inesquecível. E foi.

Renata conta que no momento da venda das passagens, a agente assinou um contrato garantindo Hotel 3 estrelas, ônibus executivo e todos os passeios às praias garantidos. Tudo devidamente assinado pela contratada. Dois meses depois de fechado o contrato, no dia da viagem o sonhou foi se transformando em pesadelo. O transporte executivo prometido não apareceu, em seu lugar um ônibus velho e sem condições mecânicas de conduzir os passageiros.

Mesmo assim, a responsável da excursão insistiu em continuar a viagem. Por sorte ou azar dos passageiros à apenas 20 km de distância de Uberaba o ônibus quebrou. Só assim Renata e as outras pessoas que estavam viajando puderam reivindicar outro transporte de mais qualidade.
A empresa que prestou socorro aos passageiros, depois de 12 horas de espera, garantiu aos 44 passageiros uma viagem segura à Porto Seguro. Tudo parecia dar certo.

Após 24 horas de viagem, a excursão chega a cidade baiana e os problemas novamente apareceram. O hotel não tinha nada de 3 estrelas, muito pelo contrário, era uma casa que alugava quartos para excursões. A estudante passou uma semana mal hospedada, sem ter nada que a agência tinha prometido.

Foram dias de decepções só recompensados pela alegria do carnaval da cidade. Renata voltou revoltada com o golpe e prometeu lutar pelos direitos de consumidora.

O Procon (Órgão de proteção ao consumidor), já avisou que é preciso reunir provas para apuração e principalmente deve estar atento antes da contratação desse tipo de serviço. A advogada do Procon, Dra Eliane de Freitas esclarece que a pessoa lesada tem todo o direto de reembolsar o dinheiro. Se nada do que está no contrato foi cumprido a excursão pode pagar uma multa e deve devolver o dinheiro ao passageiro.

Quem passa por essa situação deve procurar o Procon, levando o contrato assinado pela agência. O órgão vai analisar o contrato, procurar a agência acusada e lutar pelo direito do consumidor. Para facilitar a advogada recomenda que a pessoa junte o maior número de provas possíveis, facilitando assim o processo. E claro antes de fechar qualquer contrato procure fontes seguras que garantam a qualidade e profissionalismo da empresa contratada.

A empresa d angelys que prestou socorro à excursão de Renata faz algumas recomendações para se ter uma boa viagem: Procure uma empresa reconhecida para garantir um bom passeio; certifique de que o transporte contratado passou por uma vistoria e tem condições de concluir à viagem; peça folder e ligue para o hotel garantindo a qualidade e as reservas; em caso de problemas mecânicos, em viagens terrestres, a empresa contratada deve ter um ônibus reserva; no caso dos vôos, podem ser cancelados. A empresa deve garantir o seguro obrigatório para qualquer eventualidade. Cuidado com preços muito abaixo do mercado, o barato pode sair caro.

 

 

 

 


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