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Driblando
a lei
O
proprietário de um restaurante de Belo Horizonte tenta reverter
a situação do desperdício saciando a fome de muita
gente A distribuição
é feita pela viatura da polícia militar comandada pelo
cabo Tristão, lotado na 124» Companhia do 22¼ Batalhão
da PM. Sempre no fim da tarde surge a viatura na boca do morro trazendo
um panelão industrial cheio de sopa e recém-tirado do
fogo. Comida que já é cardápio garantido para a
pequena Celaine, uma garotinha de oito anos de idade, que tem na ponta
da língua os ingredientes da sopa solidária: arroz, feijão,
macarrão, verdura e lingüiça. O proprietário
do restaurante que doa a comida, teve o nome resguardado aqui para evitar
problemas judiciais. Para ele é preciso que as leis de doações
sejam revistas. "Assim como eu, muitos outros donos de restaurantes
querem ajudar, mas não podem. É vergonhoso eu ter que
omitir o meu nome e o do meu estabelecimento. Mas mesmo estando incorreto,
eu vou continuar doando o excedente. Posso esconder o rosto, mas não
vou fugir do meu dever de cidadão", desabafa.
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O Fome Zero e a "Esperança Nacional" contra a fome
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