Memórias de um velho lobo do mar

Arquivo Pessoal




Escritor Pedro Lima navegou pelo planeta e colecionou diversas histórias e aventuras

As histórias de Pedro Lima, poeta quese aventurou pelos sete mares

Luis Felipe Silva
4 período de Jornalismo

Escritor de certo renome na região do Triângulo Mineiro, Pedro Lima é uma pessoa que tem uma história muito rica para contar. Seu amor pelas artes o fez realizar incursões na pintura, música e teatro, mas foi na literatura que encontrou sua maior paixão. Durante ajuventude teve a oportunidade de seaventurar pelo mundo, conhecendo as mais diversas culturas, povos e histórias, a bordo da marinha mercante brasileira. Ouvi-lo contar estas histórias é uma experiência única, uma verdadeira viagem pelo tempo, proporcionada pela habilidade narrativa do escritor.

O ano, 1958, o então sapateiro no Rio de Janeiro, Pedro Lima, era uma pessoa sem grandes perspectivas: não se preocupava com o futuro, nem possuía um passado que pudesse lhe proporcionar alguma comodidade. Tudo mudou quando ele conheceu um boina azul, que tinha acabado de voltar de uma missão de paz das Nações Unidas na região da Faixa de Gaza, viajem esta que havia proporcionado conhecer as pirâmides no Egito. O jovem sapateiro ficou muito impressionado e intrigado com os relatos do marinheiro. Como deveriam ser os locais, que ele só ouvira falar em jornais, e relatos de viajantes. Sua curiosidade bastou para que a decisão fosse tomada. "Também vou conhecer o mundo!" pensou.

Com este intuito o jovem aventureiro se alistou na marinha mercante. Naquela época, não era necessário muito estudo para se tornar um marinheiro. Aliás, ser marinheiro não trazia nenhum prestígio. Após a convocação, Pedro ficou lado a lado com ex-presidiários, maridos expulsos dos lares, filhos deserdados, entre outras tantas pessoas que viam na marinha uma oportunidade para poder "fugir" dos problemas e erros do passado. Já a bordo, e sem olhar para trás, partia a tripulação do Lorde Brasileiro, e Pedro, ainda sem saber o que o esperava, procurava se adaptar aquela nova realidade.

A vida em alto mar não era tão fácil quanto parecia, principalmente para um "moço-de-convés, que ficava responsável pela faxina do navio cargueiro. O balanço do mar e o cheiro de maresia causavam enjôo nos novatos, mas eram logo assimilados com o passar dos dias. Rápida também era a adaptação ao pequeno espaço físico em que os marujos deveriam se alojar, um espaço onde cabiam apenas uma cama, com uma gaveta embaixo, para que o marinheiro pudesse guardar seus pertences, e uma rede por cima, para dormir nos dias mais quentes.

 

A beleza em alto mar

Viajando ao redor do mundo

Jogando a própria sorte

 


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