"A
literatura nos faz múltiplos"
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Alcione
Araújo esteve em Uberaba para participar do Projeto TIM
Estado de Minas Grandes Escritores
Foto: André
Azevedo da Fonseca
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Em
uma defesa apaixonada da palavra, Alcione Araújo navega de Homero
a Norman Mailer para saudar o poder das narrativas
André
Azevedo da Fonseca
4o período de Jornalismo
Alcíone
é uma ave fabulosa, que voa muito alto, normalmente sobre vastos
oceanos. Segundo a antiga mitologia grega, o mar permanece sereno enquanto
esses pássaros tecem seus ninhos nos rochedos. Já o escritor
Alcione Araújo, autor do monumental romance Nem mesmo todo o
oceano (Record, 1998), tem o dom oposto de provocar turbulências
literárias e filosóficas em outros mares. Nessa entrevista
concedida ao Revelação, o autor de 12 peças teatrais
(como Há vagas para moças de fino trato; Caravana da Ilusão)
e 13 roteiros de cinema (como Pátria Amada; Policarpo Quaresma)
flutua na Poética e na Antropologia, submerge em Sócrates
e Homero, engolfa-se na arte e na cultura de massa, mergulha na História
da Educação e navega pelas ondas da literatura e do jornalismo.
O autor esteve em Uberaba na noite de 9 de outubro para participar do
projeto Tim Estado de Minas Grandes Escritores, em parceria com os programas
Pró-ler e ArtEducação. A entrevista a seguir foi
gravada no saguão do Hotel Tamareiras, às 11h15 da manhã,
na presença de Olga Frange, coordenadora do ArtEducação
em Uberaba.