O Brasileiro mais brasileiro

Reprodução

Há 100 anos nascia em Ubá (MG) um dos artistas mais irreverentes e geniais da história da Música Popular Brasileira

Fábio Luís da Costa
3 período de Jornalismo
Graziela Christina de Oliveira
1 ano de Jornalismo


Ary Evangelista Resende Barroso nasceu no dia sete de novembro de 1903, na cidade mineira de Ubá, na Zona da Mata, Minas Gerais. Ainda criança, ficou órfão. A tuberculose, doença muito temida na época e sem cura, levou os pais do menino à morte e, passou aos cuidados da avó materna, Gabriela Augusta de Resende, e da tia, Rita Margarida de Resende, quem introduziu a arte musical na vida do menino. Desde os 10 anos, Ary era obrigado a estudar piano três horas por dia. E a tia, muito severa, tinha um estranho, porém eficiente modo de ensinar Ary: fazia com que ele tocasse com um pires nas costas das mãos e, ai se o deixasse cair!

Mas tanto sacrifício acabou por despertar o gosto pelo instrumento cheio de cordas e teclado. Para ajudar nas despesas, Ary começou a tocar no Cine Ideal, onde "Tia Ritinha" já trabalhava. E mesmo com pouca idade, clássicos como Chopin e Beethoven já estavam incorporados no trabalho do menino. Seu talento despontava tanto que participou da primeira Orquestra Sinfônica do Estado, em sua cidade natal.

Em suas brincadeiras, Ary inventou o Circo Barroso. Armado no quintal de sua casa, com os lençóis da tia. O menino mostrava seu gato e o garoto do trapézio, Atual Brandão, como apresentações. E cobrava ingresso: uma caixinha de fósforo, vazia, com uma bandeira desenhada ou dez palitos de fósforos. E claro, também adorava futebol. Era goleiro do Aimorés Futebol Clube e, como era míope, tinha que jogar com óculos.

A vida escolar de Ary foi tranqüila. Cursou o primário na escola Professor Cícero Galindo. De lá, foi para o Ginásio São José e, depois, para o de Viçosa. Mais tarde, foi para o do Rio Branco e acabou expulso por ter ido a um baile escondido. E expulso mais uma vez. Do Ginásio de Leopoldina, por ter bebido com um amigo. Mas em Cataguases, finalmente conseguiu concluir o ginásio. Nessa fase, já despontava no compositor aquele caráter boêmio, de noites perdidas nos bares com amigos.

Colaboraram com textos, fotos e referências: Décio Bragança e Osmar Barone. Fontes de pesquisa: publicações Editora Abril

 

A vida na capital

Nasce Aquarela do Brasil

As Lutas e Glórias no futebol

Os intérpretes

O garoto e o
lendário locutor

 


subir