Racismo
tá na moda?
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Raika Julie,
estudante da turma do 3 período de Comunicação
Social, ingressou na Universidade de Uberaba sem precisar se valer
das cotas
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Novo
códogo civil e novos problemas, agora é a vez das cotas
serem a nossa dor de cabeça.
Rodolfo Rodrigues
6Período de Jornalismo
O inconformismo me
consome, após os vestibulares começou o tal sistema de
cotas, 40% mais descriminação. Questionamentos são
feitos não só por mim, mas por várias pessoas,
inclusive os beneficiados discutem o dito cujo.
Independente da cor, somos seres humanos, não é? Com capacidade
de pensar, agir, fazer e estudar, será? Porém, uns com
mais condições e dinheiro para se dedicar aos estudos,
isso não classifica cor, sim uma hierarquia financeira e diposição
para estudar. No entanto, agora vemos uma "louca lei" burlando
isso tudo, ou seja: por você ser negro, mulato, pardo, amarelo
ou branco lhe caracteriza ser mais ou menos preparado para um vestibular
?
Será que Deus quando pensou em fazer pessoas de cores diferentes
também pensou em dar-lhes opções reduzidas de neurônios,
quanto mais escura for a a pela da pessoa, menos inteligente ela é
? Difícil acreditar nisso!?
Agora imaginemos uma pessoa que passou mais de catorze anos de sua vida
estudando, e, quando presta vestibular, descobre que sua vaga foi encaminhada
para uma um estudante enquadrado na cota. Mas eu, cá no meu canto
pensando, concluí, sendo esta pessoa brasileira, quase que obrigatoriamente
seria ela um resultado do misto de raças e cores. Ela também
faria parte dos tais 40%, independente se é ou não de
pele negra, parda, sei lá.
Exemplificando para uma melhor compreensão: um casal negro acaba
de casar e ter um filho albino que cresce, presta vestibular mas não
consegue a sua vaga referente à cota, já que a sua pele
é rósea, diferente de seus pais, perde também ele
o direito?
Agora, o engraçado é saber que as associações
negras brigaram e brigam para que essa lei exista, e ao mesmo tempo
lutam para que o racismo acabe.
Deveria sim criar leis que proibissem leis racistas, como essa que incapacita
pessoas de cor negra em provar a sua capacidade. O cara tá doidinho
pra provar que pode passar no tal vestibular, afinal ele dispensou horas
do seus dias estudando e se dedicando e o momento mais esperado chegou.
O racismo acabou ou pelo menos tem que acabar no Brasil, pois somos
todos uma mistura de raças. Será que ninguém pensou
nisso antes? Já não basta aqueles colares, anéis,
brincos e camisetas como os dizeres; 100% negro; preto puro; afrobrasileiro
negão entre tantos outros. Afinal, ser racista agora está
na moda? A verdade é que não prestei muita atenção
no último Fashion Week.