Vanguarda para todos

Foto: Fábio Luis de Costa

"Porta", feita em ferro fundido, é uma das obras de Maurilima expostas na mostra.

Galpão quer popularizar arte contemporânea em Uberaba

Luiz Flávio Assis Moura
3 período de Jornalismo


A primeira impressão sobre o Galpão Contemporâneo, a casa na Rua Gonçalves Dias de número 157, engana. Da entrada discreta e de leve envelhecida pelo rosto da placa com seu nome lapidado em cerâmica (ou seria outra coisa?) até o próprio espaço da casa, pouco poderia se adivinhar da riqueza que este lugar abriga. No entanto, este espaço, primariamente um escritório de arquitetura, está abrigando a Contemporâneos, uma exposição paralela ao 3o Panorama de Artes Plásticas do Brasil que iniciou-se no dia 14 de setembro e estende-se até 10 de outubro, das 12 às 18 horas. O Galpão deixa à disposição dos olhos algumas obras de reconhecidos artistas plásticos contemporâneos do país. Desta mostra, participam sete artistas, cada um com sua forma muito particular de gerar arte através dos olhos pós-modernos dos dias de hoje. Isso significa que as obras não buscam uma forma clássica para entrar no que se chama de "arte": não é sua beleza externa e reconhecível a idéia principal (embora estes trabalhos sejam, de uma forma ou de outra, providos e geradores de uma beleza íntima impressionante), mas a diferença daquele pedaço de criação sobre o mundo das idéias; desta proposta, nasce então toda uma forma de fazer arte, e esta representa um mundo relativamente desconhecido e estranho ao público. O que o Galpão Contemporâneo propõe com esta exposição é justamente levar à luz do grande público esta forma tão peculiar de criação.

Passada a primeira idéia do Galpão, alguns outros elementos fazem-se notar. As simpáticas esculturas feitas em cerâmica que ornam o minúsculo corredor exterior permitem antever um pequeno gosto de arte para os olhos. Ao entrar, outra surpresa: o pequeno espaço no qual as obras são exibidas está recoberto pelos trabalhos curiosos e originais dos artistas, acompanhados por pequenos textos sobre a história dos criadores das obras. Luiz Carneiro, arquiteto formado pela Universidade de Uberaba, é um dos responsáveis pelo Galpão e parceiro de Paulo Miranda, também arquiteto – e artista plástico. Nas salas dos fundos do Galpão, onde ficam os escritórios dos arquitetos, pode-se ver vários trabalhos artesanais feitos pelo próprio Paulo, denotando seu gosto pelas artes plásticas.

Luiz Carneiro conta que, em um primeiro momento, o Galpão era somente um espaço para a exposição de arquitetura. Com o tempo, surgiu a idéia de fazer daquele espaço um "galpão" para mostrar a arte contemporânea para o público, e o Galpão serve a este propósito há dois anos. Há também a busca por cursos ligados à arte e arquitetura e workshops para o Galpão.

 

Artistas e obras

 


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