Cidade
presta homenagem no centenário de JK
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Foto: Luiz
Felipe Silva

Escritores se reúnem na cerimônia de descerramento
do painel comemorativo.
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Escritores
ae autoridades uberabenses inauguram painel no memorial dedicado ao
presidente que sonhou Brasília
Luis Felipe Silva
4 período de Jornalismo
No ano de 2000,o
engenheiro uberabense João Eurípedes Sabino havia ido
à Brasília-DF para visitar suas filhas residentes no local.
Grande fã do estadista Juscelino Kubitschek, resolveu aproveitar
a oportunidade e conhecer o Memorial JK, localizado naquela cidade.
Naquela ocasião, o engenheiro ficou muito emocionado. Entretanto,
algo havia chamado sua atenção: entre diversas homenagens,
dos mais diversos pontos do Brasil, não havia nenhuma homenagem
do povo de Uberaba no recinto.
Convicto em corrigir este pequeno deslize, João Eurípedes
reuniu um grupo de entusiastas de JK, que se dispuseram a prestar uma
homenagem àquele grande homem. Afinal, Juscelino tinha uma grande
simpatia pela cidade de Uberaba e esta não podia deixar de lhe
prestar uma homenagem. Um painel com imagens do presidente seria confeccionado,
mostrando como um gostava do outro. Mesmo sem contar com o apoio de
nossos governantes, o projeto foi levado em frente. O sonho de poder
ter o nome em uma homenagem deste porte falou mais alto, e no dia dez
de setembro de 2003, o painel foi entregue a diretora do memorial Cirlene
Ramos, e foi colocado no segundo andar da instalação.
Juscelino Kubitschek fora sem dúvida, um dos mais queridos estadistas
da história. Graças as suas realizações
que visavam sempre o progresso, se tornou uma verdadeira lenda, fazendo
com que diversas pessoas comentem seus feitos. Aqui não é
diferente, o ex-presidente possui uma legião de admiradores na
cidade, que com essa homenagem pretendem mostrar aos cidadãos
uberabenses o quanto ele gostava desta terra. Durante todo seu mandato,
ele nunca deixou de comparecer a abertura da exposição
de gado da cidade. Sempre que vinha comparecia em diversas festas realizadas
pela alta sociedade uberabense da época, tanto no período
em que foi governador do estado de Minas Gerais, quanto na época
em que foi presidente da república. Mesmo após o seu exílio
na França, JK continuou a freqüentar os bailes de nossa
cidade, fazendo mui-tos amigos, e admira-dores. "Quando o presidente
chegava em Uberaba, uma verdadeira multidão se formava atrás
de sua figura. A cidade o amava!" lembra Do-rival Luiz Cicci, um
dos idealizadores da homenagem, e grande fã do estadista.
Entre suas inúmeras realizações, Juscelino transformou
um presídio em uma das mais respeitadas faculdades de medicina
do país: a Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM)
de Uberaba. Aliás, boatos dão conta de que ele sempre
quis estudar medicina na cidade, pois esta já era um centro médico
avançado.
Sem dúvida ele era um homem muito admirado. Em 1976, logo após
ouvir a notícia de que JK havia morrido em um acidente de carro
no quilômetro 165 da Rodovia Presidente Dutra, a historiadora
e jornalista Tânia Mara Garcia pegou seu filho com seis anos,
e foi de São Paulo para Brasília, assistir ao enterro.
"Precisamos ir, a história está aconte-cendo"
dizia ao me-nino. Ao chegar lá, ela encontrou cerca de meio milhão
de pessoas consternadas, que queriam prestar um último tributo
àquele homem tão adorado. "As pessoas bloquearam
o caminhão do corpo de bombeiros, tiraram o caixão de
dentro e o levaram de mão em mão até o cemitério,
percorrendo cerca de um quilô-metro" narra com entusiasmo
a historiadora. "Só vi algo parecido no enterro do Aitolá
Khomeini no Irã" constata. Fotos deste episódio não
existem. "A ditadura censurou! JK era um verdadeiro herói
para o povo, e inimigo da ditadura" explica.