E
por falar em amor
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Foto: Neusa
das Graças

Andréa
de Castro Ralize, autora de "E por falar em amor", busca
patrocínio para as próximas obras.
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Interesse
pela literatura levou Andréa Ralize a escrever livro de poesias
sobre o sentimento mais nobre do mundo
Laura Pimenta
6 período de Jornalismo
Um anjo parece ter
iluminado a paulista Andréa de Castro Ralize, quando ela era
apenas uma criança.
Podemos dizer que, a primeira revelação veio aos seis
anos de idade, quando a menina escreveu uma redação que
impressionou os seus professores.
A redação, que na época ainda recebia o nome de
composição, falava de um anjo, e por ter um ótimo
desenvolvimento e poucos erros gramaticais, fez com que os professores
de Andréa duvidassem que aquela menininha tivesse redigido um
texto tão interessante e bem-feito.
Andréa, porém, não entendia o porquê de tantas
exclamações diante de seu texto, pois para ela escrever
daquela maneira era algo normal.
Com os elogios, a jovem escritora pegou gosto pela coisa e começou
a escrever cada dia mais. "De lá para cá, eu fui
escrevendo, escrevendo e juntando todos os textos em uma pasta. Infelizmente
o texto sobre o anjo eu não tenho, se perdeu no tempo, pois a
minha mãe não o guardou", lembra.
Guardar suas poesias desde a infância, parece ter sido a segunda
revelação de Andréa, que pôde aproveitar
parte delas quando da terceira revelação: participar de
um concurso literário promovido pela Fundação Cultural
de Uberaba, em 2002.
Agora, a jovem, que já havia optado pelo caminho das Letras,
encarava aí um grande desafio, participar de um concurso mesmo
achando que não tinha talento e que seus textos não eram
suficientemente bons.
O incentivo veio, sobretudo, de uma amiga e foi assim que Andréa,
mesmo não seguindo os requisitos do concurso, obteve sua quarta
revelação. Para participar do concurso, os concorrentes
tinham que ser de Uberaba e os textos concorrentes deveriam falar sobre
a cidade. "Mesmo não sendo de Uberaba e não tendo
escrito nada sobre a cidade, concorri com os 18 participantes e ganhei
em terceiro lugar", explica Andréa.
Ser escolhida pelos jurados, muitos deles "imortais" da Academia
de Letras do Triângulo Mineiro, foi o maior reconhecimento que
Andréa já havia recebido, mesmo tendo sido apoiada a vida
inteira pelos pais e pelo irmão, amigos e, posteriormente, pelo
marido. Foi através do concurso que ela começou a confiar
em seu trabalho e também em seu talento.