Ecumenismo, meditação e fé


Mandala que simboliza unificação dos povos é um dos objetos admirados pelos visitantes do templo.

Pessoas místicas e de diversas crenças buscam em Templo Ecumênico a renovação íntima, o conhecimento humano e espiritualLaura Pimenta

6 período de Jornalismo

Quem entra no Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília, tem a oportunidade de conhecer um mundo diferente, místico e para muitos transcedental.

A atmosfera silenciosa da pirâmide de 21 metros de altura e 28 metros de diâmetro é completada pela presença imponente de um gigante cristal de aproximadamente 21 quilos localizado no topo central do templo.

Os números da pirâmide são todos bastantes significativos, sendo grande parte deles ligados ao número sete, da perfeição divina. As formas esculturais que formam a pirâmide, por exemplo, têm sete faces.

O Trono de Deus, obra do escultor italiano Roberto Moricone, feito com aço inoxidável, e que representa os quatro elementos da natureza: ar, água, terra e fogo, tem também seus sete degraus. Quem medita em frente a este trono, tem a oportunidade de beber em seguida, um pouco de água energizada.

O Templo fica aberto à visitação durante 24 horas por dia, todos os dias do ano e é um dos locais mais visitados da Capital Federal, segundo dados da Setur – Secretaria de Turismo do Distrito Federal, recebendo anualmente cerca de um milhão de peregrinos e turistas.

Muitas destas pessoas já circularam descalças pelo chão de mármore do local, que tem um desenho de uma espiral, simbólica do ciclo da evolução humana.

O percurso feito através da faixa escura da espiral, em sentido anti-horário, leva até o centro da pirâmide e significa a busca pela renovação íntima. "Ao chegarem ao centro da pirâmide muitas pessoas param por algum instantes e fazem suas medi-tações de forma mais intensa", explica Pau-lo Cesár Pereira, voluntário do templo.

O retorno é feito através da faixa clara, em sentido horário. É quando os peregrinos caminham para uma nova jornada, uma nova vida de fé, amor e paciência.
O Templo da Boa Vontade foi idealizado e construído pelo líder da LBV (Legião da Boa Vontade), José de Paiva Netto, quando em 1989 ele foi inau-gurado e aberto a visitação. Após a inauguração do TBV, houve a inaguração do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (ParlaMundi), aberto em 1994, bem ao lado do templo.

O líder da LBV anunciou as duas obras, ambas construídas com a colaboração financeira de várias organizações nacionais e internacionais, como sendo os "símbolos da Espiritualidade Ecumênica, solo sagrado em que os Seres Humanos e Espirituais de todas as raças, culturas e crenças religiosas podem se confraternizar e reconhecer que temos todos a mesma origem, que é o Amor".

O Templo da Boa Vontade possui ainda outros espaços para a prática da meditação, como a Sala Egípcia, o Memorial Alziro Zarur (dedicado à memória do fundador da LBV), jardins subterrâneos, além de contar com um espaço cultural interessante, composto por uma curiosa e diverificada galeria de arte.
Um local que costuma ser bastante visitado dentro do templo é o memorial Alziro Zarur. Ao entrar, uma mandala iluminada de cristal fundido, que simboliza a unificação dos povos, culturas e raças, chama a atenção de todos.

O silêncio que reina ali é inacreditável, e por isto muitos estudantes procuram o memorial antes de provações tensas, como os vestibulares. Eles tiram os sapatos, sentam no chão, fecham os olhos e simplesmente ficam em silêncio, como se estivessem voltados apenas para dentro de si. Sem pensar em diferenças e nas competições cotidianas, assim como parece acontecer com todos que adentram ao Templo da Boa Vontade.

O TBV fica localizado em SGAS 915, Lotes 75/76, em Brasília-DF

 

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