Preservação
do patrimônio
garante recursos estaduais
Relatórios
enviados ao Iepha são pontuados e conquistam repasse na distribuição
do ICMS
A Constituição
Federal determina que os Estados devem repassar aos seus municípios
25% da receita arrecadada com ICMS. Os repasses são feitos até
o segundo dia útil de cada semana, com base na receita estadual
obtida na semana anterior. O valor creditado ao município é
proporcional a um índice apurado pelo Estado, conforme critérios
estabelecidos em lei.
Em Minas Gerais, parte dessa receita é distribuída de
acordo com a lei Robin Hood. Entre os critérios de pontuação
analisados (área geográfica, população,
gasto com saúde, meio ambiente, etc), está incluído
o ítem Patrimônio Histórico e Cultural, que tem
peso de 1% no cálculo da distribuição dos recursos.
Para garantir essa verba, o município deve providenciar, anualmente,
um conjunto de documentos que comprovem a atuação pela
preservação do patrimônio cultural da cidade
processos de tombamento, aplicação de recursos, restauros,
etc. Esses documentos devem ser enviado ao Iepha até 15 de abril,
para avaliação. A verba é repassada no decorrer
do ano seguinte, de acordo com a pontuação do município
e a arrecadação do Estado.
A pontuação de 2003 foi resultado do trabalho de Sonia
Fontoura, que passou a ser assessora do conselho em março de
2002 e relatou as atividades de 2000. Sonia pediu auxílio à
empresa especiali-zada Miguilim, de Betim (MG), para auxiliar no tra-balho.
A firma enviou dois arquitetos especializados para agilizar os relatórios.
Apesar da pressa, o documento foi enviado em tempo hábil, e conquistou
5.6 pontos.
De acordo com dados da Fundação João Pinheiro,
neste ano, até março de 2003, Uberaba já recebeu
R$24,2 mil de verba relativa ao patrimônio cultural. Neste mesmo
período, Uberlândia já recebeu R$30,6 mil; Araguari
R$35,5 mil e Araxá, R$72 mil. Veja no gráfico as verbas
anuais recebidas por estas cidades nos últimos 4 anos (pelo critério
patrimônio cultural).
Segundo a ex-assessora do Codemphau, Sonia Fontoura, em 2002 Uberaba
recebeu apenas R$26,1 mil porque o relatório não foi enviado
no ano anterior. O valor recebido veio em função de valores
fixos obtidos pelo tombamento da Igreja Santa Rita, o único bem
cultural de Uberaba protegido em nível nacional, pelo Iphan.