Danças populares alegram a Bolívia


Festa de Lãs Alasitas é clebrada em louvor a Virgem Nossa Senhora de La Paz

O remédio para todos os males é encontrado na dança

Para o povo boliviano, principalmente os índios, a dança é uma necessidade vital, além de significar um lado místico. Como disse Bertônio, um sociólogo que conheceu a tradição deste país, eles "dançam quando estão alegres, ou quando estão tristes, por vontade própria ou por mando de suas autoridades".
Estas pessoas têm encontrado na dança estímulo para continuar vivendo e consolo para suas inumeráveis tristezas. Não é raro encontrar também indígenas dançando seja por motivos de casamento, batismo ou enterro.

As danças folclóricas tem raízes muito profundas na cul-tura kolla (o canto é o fator principal desta cultura); lamen-tavelmente são escassos os an-tecedentes que po-dem servir para contá-la.

Segundo Jose Domingo Cortes, um intelectual chi-leno autor de três livros sobre a Bo-lí-via, os índios dan--çam nas festas públicas sem faltar-lhes alegria. Nas reuniões privadas onde se celebra alguma festividade, nota-se um caráter pouco expansivo. As danças que tem lugar nas solenidades religiosas, os índios levam disfarces e adornos caprichosos: alguns têm uma máscara que representa o rosto de algum animal.

Nas comunidades aymaras e quéchuas as festas tem conservado seu significado original. Música e baile não só representam a solidariedade dos índios com a sua terra, como o também expressa a união de outras comunidades. Particularmente este fenômeno é notado, nas tropas de sikuris cujos instrumentos de diferentes tamanhos se complementam; sua interpretação requer uma perfeita coordenação.

As danças são uma parte muito importante das cerimônias nas quais hoje em dia, se venera a mãe da terra. Em toda a zona andina, mesmo com formas diversas, existem muitos rituais; mas com o mesmo significado: ritos de fertilidade e sacrifícios de agradecimento a Pachamama (deusa). Música e dança sempre vão juntos.

A festa "Lãs Alasitas" tradição boliviana

A festa de Lãs Alasitas é uma tradição boliviana. É celebrada todos os anos no dia 24 de janeiro em louvor a Virgem Nossa Senhora de La Paz.
É uma festa que é praticada desde a época colonial e suas origens e mitos se encontram ao redor do Deus Ekeko (Deus da abundância) desde o período pré-colombiano.
A festa de Ekeko é na realidade um bom exemplo da harmonia religiosa existente na cidade de La Paz.

A festa de Nossa Senhora de La Paz é uma celebração eclesiástica e também das corporações civis. Neste dia as pessoas e os artesãos preparam suas lojas e barracas na chamada "Praça das Alasitas". E nestas barracas pode-se comprar todo tipo de objetos que as pessoas desejam: objetos para casa, para os veículos, produtos alimentícios, móveis, maletas de viagem e muitas outras coisas. Todos esses objetos são miniaturas, onde os visitantes vêem seus desejos e sonhos refletidos nos próprios objetos.

Desta forma, a tra-dição exige que se cum-pra estes desejos, o visi-tante da festa das Ala-sitas, terá que comprar seus objetos desejados ao meio dia e colocá-los para que um padre os benza.

A denominação desta festa tem origem no idioma Aimara, que traduzindo significa compra- me. A figura de Ekeko tem suas raízes em crenças pré-colombianas, que com o transcurso de tempo foi trocando e adaptando a diferentes culturas que chegaram posteriormente a habitar esta região andina.

Como passar dos tempos o lugar da festa foi mudado. Começaram a organizar-se na Praça Murillo, posteriormente na Alameda que hoje conhecemos como Paseo del Prado, depois na Praça de San Pedro, na Avenida Montes, a antiga Aduana, na Avenida Tejada Sorzano e finalmente no antigo parque zoológico da cidade; conhecido como Parque de los Monos.

A festa de Lãs Alasitas é festejada principalmente na cidade de La Paz. O motivo original religioso foi se transformando em devoção profundamente ligada ao antigo Deus da abundância, Ekeko.

 

Bolívia e suas tradições folclóricas

Nosso sangue latino


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