Fé
e Vida : os trabalhos em grupo trazem satisfação
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fotos:
arquivo do GOU
Música e descontração para acolher os
participantes
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Andréia
de Carvalho, coordenadora do PUR da Uniube, conta sua história
de fé
A ligação
com as questões da Igreja, começou cedo na vida de Andréia.
Com quatro anos, ela já participava do grupo de oração
da Catedral, levada pela mãe. Depois, foi parar na Igreja Nossa
Senhora de Fátima, onde ficou durante cinco anos.
Quando passou no vestibular para Letras, no começo do ano, Andréia
teve que deixar aquele grupo, mas veio participar desse. "A maioria
das pessoas estudam à noite e tendo o grupo dentro da universidade
fica mais fácil.
A pessoa vem, participa, depois vai para aula," explica. Andréia
também participou da Rádio Metropolitana que pertence
à Arquidiocese de Uberaba, cujo bispo é Dom Aloísio
Roque.
Lá, trabalhou durante sete meses, às tardes. A programação
é feita basicamente de música e os ouvintes podem ligar
para fazer seus pedidos. Há também programas que falam
do santo do dia ou outro tema. Cada dia é uma pastoral que assume.
"Todos os eventos, de todas as paróquias, são transmitidos
pela rádio. Cada uma tem seu espaço," disse Andréia.
A rádio já existe há cinco anos. No início,
funcionava sem a concessão necessária e chegou até
a ser fechada por um ano. Mas hoje, o trabalho é legalizado e
a rádio está crescendo, caminhando para ter uma programação
fixa.
O apoio recebido é cultural. Como não tem pro-paganda,
a rádio vive de doações da comunidade e conta ainda,
com a partici-pação de todos para fazer deste meio um
instrumento eficaz na evangelização.
Os trabalhos no grupo dão uma enorme satisfação
a Andréia. "É algo que traz muita alegria para mim.
Tem gente que chega triste, começa a participar, faz novos amigos.
Eu fiz muitos aqui. Conheci pessoas de outros cursos que eu nem imaginava
conhecer."
O grupo de oração universitária tem uma missão
muito bonita. Através de pregações, orações
e muitas dinâmicas, as pessoas se conhecem e confraternizam. Há
também muita música e dança para animar o encontro.
No início, faz-se uma oração, uma parte do terço.
Depois, música para alegrar e acolher a todos. Uma música
que fala de anjos, anjos em toda parte, ali também naquela sala
de aula.
A música traz a idéia de uma interessante dinâmica.
Vamos também ser como anjos, conduzindo-nos uns aos outros. De
dois em dois, um de olhos fechados e o outro guiando, vamos passeando
pela sala...sem medo de trombar em alguém ou esbarrar em alguma
carteira...apenas a confiança e a segurança depositadas
em quem está ao seu lado...depois, invertemos os papéis.
Após a brincadeira, é hora de ouvir o ensinamento de Deus.
De pensar e refletir sobre muitas coisas. Pois, às vezes, você
se encontra cheio de dúvidas. Não se sabe porque está
na universidade, fazendo aquele curso. Não se sabe porque as
pessoas falam uma coisa, mas fazem outra. Não se sabe porque
certas coisas estão acontecendo na sua vida.
Muita gente chega no GOU desestruturada, com problemas em casa, com
a família, na faculdade, no relacionamento. Precisando de ajuda.
Ajuda que ela encontra naquelas pessoas que estão dispostas a
caminhar junto, a não deixar sozinho.
Eles vêem a pessoa chegar desanimada, mas logo percebem a mudança.
"Conhecer o grupo muda a vida de muitos, como mudou a de muita
gente aqui. Eu participo e amo o projeto. Cada dia você se apaixona
mais," enfatiza Andréia.
Depois de ouvir, é hora de orar. Orar por você, por quem
está perto, por quem não pôde vir, por quem está
precisando. Mas orar não está só em pedir, está
também em agradecer, em conversar com Deus e entender o que Ele
diz. Como uma frase que li, não sei onde: "Orar é
saber ouvir o que Deus inspira no coração da gente."
E uma nova música invade o ambiente e é convite para cantar
para quem está ao seu lado. E aí eu canto mais com o coração
do que com a boca, até porque eu não sabia a letra. Mas
logo, aprendi o refrão, simples, mas com uma grande lição.
Oração final para fechar bem o encontro, com todos de
mãos dadas. Depois, um abraço para desejar paz pra quem
esteve comigo naquele momento. Pego minhas coisas e vou para minha rotina
de aulas.
Enquanto caminho pelos corredores da faculdade, aquele refrão
que não sai da minha cabeça insiste em não continuar
só no pensamento. E sigo cantarolando até a sala de aula:
"Vou te consolar na tristeza e na dor. E transformar todo teu interior..."
Mais informações no site www.pur.com.br