Deficientes são tema de
campanha em Uberaba


Com o tema " Solidariedade No Trânsito - Todos Na Mesma Direção, a Sestran discute direitos e desrespeitos

Erika Machado
6 período de Jornalismo


Na Semana Nacional do Trânsito, que teve inicio no último dia 18 e que prossegue até o dia 25 de setembro, Uberaba não tem muito o que comemorar.

O número de acidentes na cidade este ano já é maior que no mesmo período de 2002. E a realidade da cidade só comprova os dados mundiais.

Não são as guerras, nem os conflitos armados: são os acidentes de trânsito os responsáveis pelo maior número de mortes violentas no mundo.

Segundo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,2 milhão de pessoas morreram nessas circunstâncias só no ano de 2000 – mais que o dobro do número de assassinatos registrados no mesmo período.

Passados cinco anos da criação do Código de Trânsito Brasileiro, pouca coisa mudou, principalmente no que diz respeito às estatísticas de mortes e acidentes que envolvem motoristas e pedestres no país.

No Brasil, as estatísticas são alarmantes.O aumento significativo da frota brasileira na última década, aliado à imprudência de motoristas e pedestres, colocou o Brasil no quarto lugar do ranking mundial de acidentes de trânsito. Em 2001, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) registrou 394.596 acidentes com vítimas. Em média, mais de 30 mil pessoas morrem todos os anos nas vias ou nas estradas nacionais.

São mais de 80 brasileiros que morrem por dia, ou, a lamentável marca de uma morte a cada 18 minutos.

Em Uberaba a realidade é a mesma. Dados da Secretaria de Trânsito (Sestran) informam que a maioria dos acidentes são cau-sados pela desobe-diência à sinalização. Em 2003, foram encami-nhados para as aulas educativas 1513 moto-ristas. Em situação ainda mais frágil se encontra quem não está motorizado. O atropelamento de pedestre ou de ciclistas é o que provoca maior número de mortes: cerca de 40%.

Nas grandes capitais, a situação é mais grave. Em São Paulo, segundo dados do Denatran, esse percentual alcançou 60%, em 1997. E o problema ainda é maior, quando se trata de deficientes físicos, que sofrem com os desrespeitos dos motoristas.

Com o tema "Solidariedade No Trânsito - Todos Na Mesma Direção", a Sestran está focalizando os direitos e desrespeitos contra os deficientes físicos.

Segundo dados do IBGE (Insitituto Brasileiro de Geografia e Estatística ),14,5% da população brasi-leira apresenta algum tipo de deficiência.O mesmo percentual vale para Uberaba. De acordo com a chefe da Seção de Educação no Trânsito, Vanilda Guimarães, os defici-entes sofrem com os obstáculos na calçada, com a falta de rampas e faixas para atravessar vias, com motoristas que ultrapassam o sinal vermelho enquanto deficientes estão atravessando; enfim, sofrem com a falta de consciência do motorista. Ela relata que a campanha deste ano pretende, justamente, conscientizar os motoristas dos direitos dos deficientes.

 

 

 

 

 


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