Fliperama,
video-game e rocknroll
Os gêmeos fanáticos
por quadrinhos, André e Davi, nasceram em Natal e se mudaram
aos sete anos para Brasília. De lá, foram para Patos de
Minas e, depois, vieram para Uberaba cursar a faculdade. Já estão
aqui há quatro anos e dizem gostar muito da cidade.
Quando acabarem o curso, pretendem ir para São Paulo e montar
a própria editora, transformando CRISE em manga. André
já sonha mais alto: "Quero ir para o Japão, lançar
o fanzine todos os meses nas bancas e estourar de sucesso. Depois, fazer
do manga um anime e vender bonequinhos do EU MESMO e MIM MESMO".
" E fazer cinema, um longa metragem", completa Davi.
Além de histórias em quadrinhos, os garotos também
gostam de videogame, fliperama e, claro, desenhos animados.
E mesmo fazendo o que gostam, eles sabem que divulgar o trabalho não
é tarefa fácil. Ás vezes, falta apoio, muita gente
não conhece e isso dificulta.
Os irmãos lembram que alguns professores deram apoio porque conheciam
o trabalho deles, já que, eles sempre faziam os desenhos durante
as aulas e, por causa disso, eles diziam que os garotos tinham obrigação
de fazer sucesso.
Mas nem sempre foi assim. Algumas pessoas criticavam o trabalho, principalmente
porque os desenhos eram feitos a mão. " As pessoas riam
de mim e diziam que no futuro, tudo seria feito no computador. Mas eu
não acreditava", disse André.
Mesmo com todos os recursos, o computador serve apenas para auxiliar
o trabalho, colocando cores e ajudando na edição. Não
tem como desenhar nele. "A magia do desenho está justamente
no lápis", finaliza Davi.