Novos talentos em destaque

O choro continuará sendo representado graças a uma nova geração que está vindo por aí. Filhos de grandes personalidades da música brasileira, eles dominam o cavaquinho, bandolim e violão. Diferentemente de muitos jovens que preferem músicas que banalizem a cultura nacional, gente como Ana Rabello,16 anos; Caio Márcio, 20 anos; e Bruno Rian, também 20 anos são adeptos ao estilo do choro graças a grande influência que receberam.

Ana Rabello é filha de dois nobres operários da música brasileira: a cavaquinista Luciana Rabello e o compositor Paulo César Pinheiro. Nas veias também circula o sangue do violonista Raphael Rabello e da cantora Amélia Rabello, irmãos de Luciana. Faz cerca de um mês que Aninha encarou o estúdio pela primeira vez. Gravou a polca "Salomé", do flautista Joaquim Callado, ao lado de músicos da competência de Altamiro e Mauricio Carrilho. O registro terá dois destinos certos: entrará no disco que o Banco do Brasil distribuirá aos funcionários no próximo Natal e na também na caixa de cinco álbuns que a Acari Records (gravadora de choro que Luciana e Mauricio abriram em sociedade) está produzindo com a obra completa de Callado, ainda sem previsão de lançamento.


Caio Marcio, filho da pianista Fernanda Chaves Canaud com o clarinetista Paulo Sérgio Santos, chegou a tomar lições com a mãe antes de escolher o violão. Dos 14 aos 18 anos estudou o instrumento com o legendário Hélio Delmiro, da banda de Elis Regina e outros nomes sagrados da Música Popular Brasileira. Aluno do Conservatório de Música, Caio mostra que ua vontade é de descobrir outros caminhos musicais. Portanto, o conjunto musical do qual ele participa, o Tira Poeira trabalha outros estilos musicais como o baião, maracatu, jazz, e até o funk.

O bandolinista Bruno Rian é filho de Déo Rian, que sucedeu o gênio Jacob do Bandolim no conjunto Época de Ouro, nos anos 70. Bruno integra o time dos chorões tradicionais. Em 1996, gravou o disco Choro em Família com o pai e, em 1999, lançou o álbum Cordas Novas com o Grupo Sarau que no caso foi considerado um dos melhores discos instrumentais daquele ano. No ano passado, Bruno teve o prazer de tocar para um teatro lotado fazendo solos de bandolim com os mestres do conjunto Época de Ouro.

Fonte: Jornal do Brasil

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