Principais representantes do Choro

Além do Pichinguinha, vários outros compositores se destacam dentro do Choro, dentre eles: Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Waldir Azevedo Paulinho da Viola, Zequinha de Abreu e Ademilde Fonseca.

Adoniran Barbosa
Considerado como um dos mais importantes compositores paulistas, Adoniran Barbosa, homem de limitada formação intelectual e de dificuldades financeiras em sua vida, conseguia como ninguém extrair da simplicidade dos fatos um emaranhado de significados que cativaram as pessoas da época. Antes de trabalhar como compositor, foi radioator e em seus programas no rádio interpretava diversos personagens. Em seus 40 anos de carreira gravou 03 Lp´s.

Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu em 1847 e faleceu em 1935 na cidade do Rio de Janeiro. Cresceu em um bom ambiente tendo uma boa educação e uma sólida formação musical. Tornou-se a primeira mulher compositora brasileira e também a primeira pianista do choro. Ainda com destaque, consagrou-se a primeira mulher a dirigir uma orquestra, portanto a primeira maestrina brasileira. Em 1889, compôs uma marchinha de carnaval que até hoje é cantada pelos foliões em todo o país: Abre Alas. Chiquinha Gonzaga superou barreiras e quebrou tabus se tornando uma grande contribuidora para a formação do raciocinio musical brasileiro. Pioneira, se encheu de coragem para viver aquilo que gostava, mesmo que para tanto tivesse que superar enormes preconceitos.

Ernesto Nazareth
Nasceu no Rio de Janeiro e aprendeu a tocar piano com sua própria mãe. Se tornou um grande compositor de tangos brasileiros e deu seguimento aos rumos do choro no Brasil. Divulgava sua música vendendo partituras de suas músicas, indo tocá-las diretamente para o cliente. Músico de formação erudita, Nazareth trabalhou e criou fama como pianista da sala de espera do cinema Odeon, para o qual chegou até a compor uma belíssima música, que foi considerada uma de suas peças mais célebres e posteriormente, foi transcrita popularmente para o violão. Já no final de sua vida, foi atacado pela surdez. Nazareth foi um músico que soube trabalhar tanto no estilo erudito quanto no popular dando um toque, particularmente pessoal.

Zequinha de Abreu
José Gomes de Abreu nasceu em 1880, na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, SP e faleceu em 1935, na capital paulista, com 54 anos de idade. Desde garoto já mostrava gosto pela música e apesar dos desejos dos pais de seguir outros rumos em sua vida, decidiu mesmo ser músico. Ainda muito ovem, com 17 anos, deu iníco a diversas atividades musicais que variavam desde saraus, a bailes, aniversários, casamentos. Sua música mais conhecida foi "Tico Tico no fubá". Quando sua música emplacou, assinou contrato com uma gravadora se comprometendo a compor uma nova música a cada mês, passando a ser talvez, o único compositor de sua época a trabalhar dessa forma. Durante sua vida deu aulas de piano, sobretudo para jovens de família e aproveitava seu tempo livre para vender partituras de suas músicas nas casas que frequentava.

Waldir Azevedo

Desde muito cedo, passou a tomar gosto pela música e logo foi trocando a flauta por um violão, mais tarde, o bandolin, a viola americana de quatro cordas, o banjo e enfim, o cavaquinho. Foi quando começou a improvisar algumas notas no cavaquinho, que possuia somente a corda ré, que nasceram os primeiros acordes de um dos chorinhos mais famosos de todos os tempos: brasileirinho. Gravou em 1949, seu primeiro disco em 78 rpm, formado por dois choros. De um lado "Carlotinha" e do outro "Brasileirinho". Brasileirinho até hoje ainda é tocado e lembrado pelas novas gerações.

Jacob do Bandolin
Principal referência brasileira no instrumento que virou parte de seu nome. Foi ele quem colocou o bandolin como instrumento solista por excelência. Foi um compositor que não dependeu exclusivamente da música e por conta disso, foi mais livre em suas composições e não sofreu com pressões de gravadoras. Com uma expressiva popularidade, Jacob, ajudou a divulgar o choro tradicional por meio de shows e Lp´s .

Ademilde Fonseca
Natural do Rio Grande do Norte, foi para o Rio de Janeiroem 1941, acompanhada do também marido músico. Obteve sucesso como uma grande intérprete de músicas como "tico tico no fubá" e outro clássico "brasileirinho". Sua fama como cantora de choros aumentou e Ademilde passou a ser procurada pelos compositores para gravar suas músicas. Participou de diversos concursos e festivais divulgando o choro em todo o lugar que cantava.

Altamiro Castilho
Uma lenda viva do chorinho brasileiro levando esse gênero ao conhecimento de várias pessoas em diversos países, tendo o seu enorme talento, fatalmente reconhecido por todo o lugar em que passou. Esse gênio da flauta transversa, gravou mais de 111 discos, compôs cerca de 200 músicas dos mais variados ritmos e estilos. Excursionou pela Europa, União Soviética, onde foi aplaudido de pé e considerado pela crítica como o melhor solista flautim do mundo, instrumento muito difícil de ser tocado. Atualmente, comemora 56 anos de carreira, 75 anos de vida e 125 da criação do chorinho.

Paulo César de Farias, o Paulinho da Viola, é um dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos.. Paulinho consegue ao mesmo tempo ser um excelente instrumentista, um compositor genial e um sensível poeta.
Paulinho da Viola é inovador e tradicional ao mesmo tempo. Seus sambas e choros trazem inovações melódicas e harmônicas, sempre desenvolvendo, modernizando e evitando que estes gêneros fiquem congelados no tempo. Paulinho numa atitude louvável, tem por costume gravar em seus discos músicas de nomes às vezes esquecidos do samba como Silas de Oliveira e Wilson Batista, assim como de novos compositores.
Sempre tomou iniciativas para resgatar o melhor da música brasileira, desde fundar um escola de samba não competitiva a hoje em dia promover shows de Choro em uma casa noturna do Rio de Janeiro.

Fonte
www.samba-choro.com.br

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