Entidades
querem mais apoio
As
pessoas, a cada dia e com maior frequência, despertam para a necessidade
de atuar em programas de assistência social
Fernando Natálio
Araújo Sousa
6 período de jornalismo
Na cidade de Uberaba,
existem muitas organizações que desempenham trabalhos
de ajuda às pessoas necessitadas e carentes em diversos aspectos.
Com a participação efetiva dos voluntários, cidadãos
se colocam à disposição destas entidades para ajudá-las
no que for possível, procurando atender e suprir as dificuldades
e deficiências que elas enfrentam. Estes voluntários geralmente
executam tarefas ligadas à suas especialidades, ou seja, prestam
serviços relacionados à area que conhecem e dominam. Mas
nem sempre é assim, em algumas situações é
necessário a participação deles em funções
que não possuem conhecimento, o que exige capacidade de improviso.
Existem várias entidades uberabenses que atendem deficientes
e doentes, além de asilos e muitas outras entidades. E todas
elas precisam e dependem da solidariedade dos voluntários, para
continuarem dando assistência à esta parte da população
carente.
A Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba
(Adefu) é uma das instituições locais que contam
com a ajuda do trabalho voluntário para poder desenvolver e oferecer
o apoio para as pessoas debilitadas. A associção conta
com 10 voluntários que atuam em diversas áreas e colaboram
visando o melhor atendimento dos deficientes que precisam não
somente de solidariedade, mas também de alimentação,
instrução, aprendizagem, exercícios físicos
e muito mais.
Segundo Janaína Pessato Jerônimo, coordenadora da Adefu,
são feitos 120 atendimentos diários, sendo que destes
60 acontecem fora da sede e outras 60 pessoas recebem os cuidados no
próprio local. Os voluntários atuam distribuídos
em grupos. A divisão é feita da seguinte forma: três
engenheiros orientam na parte de construção; uma auxiliar
na cozinha cuida da alimentação dos deficientes; dois
instrutores de arte oferecem aulas duas vezes por semana; e quatro pessoas
atuam na área de promoção de eventos, visando a
captação de recursos para a manutenção e
a melhoria da entidade.
Outra entidade que conta com colaboradores é a Associação
dos Surdos de Uberaba, que tem em seu quadro voluntários que
trabalham para ajudar aqueles que precisam de seus conhecimentos. De
acordo com a diretora, coordenadora e fundadora da área da educação
infantil da Associação dos Surdos de Uberaba, Ângela
Maria Chagas, três pedagogos, um professor de educação
física, uma assistente social e um corpo clínico composto
por fisioterapeuta, fonoaudióloga, pediatra e psicóloga
prestam serviços à entidade.
Segundo Ângela Maria Borges, a equipe pedagógica atua junto
com a equipe clínica, num trabalho multidisciplinar. Os voluntários
acompanham e auxiliam não só os alunos, mas também
suas famílias. Além disso, existe também o acompanhamento
que é realizado no próprio local de trabalho do voluntário,
como é o caso de Fabiana Accioli que promove este apoio na Academia
Fabi Ballet. A linha de trabalho da educação infantil
adotada e seguida pela associação é o Bilinguismo
Simultâneo, que consiste na união do Português e
da língua do surdo, denominada Libras. Para facilitar e melhorar
a vida dessas crianças existe uma integração de
crianças ouvintes com crianças surdas, ficando nas mesas
uma criança que ouve para cada quatro outras que não ouvem.
Dê a sua contribuição e faça alguém
feliz.