Feira
mostra o caminho para o trabalho solidário
Conselho
Municipal de Voluntários promove Feira e une entidades e pessoas
interessadas neste tipo de ajuda
Adriana
Amaral Guardieiro
6 período de Jornalismo
A comunidade uberabense
abraçou definitivamente o trabalho voluntário. A realização,
no último dia 16, no ginásio do Instituto de Cegos do
Brasil Central, da 1» Feira do Voluntário de Uberaba, serviu
como exemplo para a conscientização social e empresarial
da comunidade, que deixou de lado suas diferenças religiosas
e culturais.
O evento, promovido pelo Conselho Municipal de Voluntários, reuniu
58 expositores, entidades sociais e organizações que precisam
da mão-de-obra solidária. A feira foi parte de uma série
de atividades promocionais realizadas neste mês. Os participantes
do evento puderam optar pelo trabalho que mais se identificou com suas
aptidões.
A Casa de Proteção
Infanto-Juvenil, que cuida de crianças vítimas de espancamento,
abuso sexual e abandono foi uma das presentes ao evento. A casa atende
as meninas de até 18 anos e meninos de até os 11. Estes
adolescentes, após o trabalho da instituição, são
encaminhados pelo Juizado e Conselho Tutelar para famílias substitutas
com o ato da adoção.
"A maioria destas crianças, no abrigo temporário,
acabam ficando na casa mais do que o prazo, porque a justiça,
devido ao enorme número de processos, é demorada e exige
um estudo psico-social da família para poder receber a criança
de volta. Com a feira, estamos solicitando maior participação
da comunidade, pois as crianças realmente necessitam do apoio
de vários profissionais. Dentista, encanador, marceneiro, ou
até aquele que quer doar um pouco de carinho, ou talvez que quer
passar a mão na cabeça de alguns", afirmou, entusiasmada,
a assistente social Elizabeth Pereira Alves da Silva.
As crianças, quando são encaminhadas pelo Juizado, deveriam
ser residentes apenas em Uberaba, mas costuma ocorrer de crianças
de outras cidades passarem a noite na casa quando chegam aqui e quando
existe uma situação de risco para todos os familiares.
Então, elas permanecem por aqui dois ou três dias até
a prefeitura as reencaminhar para a cidade de origem. "Temos o
apoio da Prefeitura, mas precisamos da sociedade também. Esta
feira fará com que a população saiba mais sobre
o que é ser voluntário nos dias de hoje", concluiu
Elizabeth.
Durante a feira, 24 pessoas se inscreveram para este trabalho na casa.
Para quem deseja atuar em outra área, o cidadão deve procurar
o Conselho Municipal de Voluntários para maiores informações.

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