Projetos
buscam a paz

Concientização e ajuda aos acidentados no trânsito
são objetivos das instituições
O ComSeTran ( Comitê
de Segurança no Trânsito ) tem um projeto especial de acompanhamento
às pessoas acidentadas no trânsito. A pessoa que sofre
um acidente tem sua vida mudada radicalmente. Ela perde o emprego, pode
ficar imobilizada e se sentindo mal quieto ali na sua casa, precisa
comprar remédios, enfim, é necessário todo um acompanhamento,
ajudando de todas formas possíveis...", explica Finholdt.
Outro projeto do ComSeTran é o "Eu respeito a Faixa",
no qual voluntários fazem teatro nas ruas, para despertar nos
pedestres a segurança que a faixa proporciona aos pedestres e
no motorista a importância do respeito ao limite da faixa. Há
também o "Amigo da Vez", em parceria com a SESTTRAN,
onde fiscais e voluntários percorrem os bares da cidade e abordam
cada mesa. "O objetivo é fazer com que em cada grupo de
amigos, um deles não beba para levar os outros para casa",
explica Finholdt. "Este projeto é dedicado principalmente
aos jovens, que precisam se conscientizar que o trânsito impõe
limites. Limites do álcool e da velocidade. O maior número
de mortes no trânsito é de pessoas que têm de 18
à 25 anos", afirma Vanilda.
O pessoal da SESTTRAN também é frequentemente convidado
à ministrar palestras em em-presas, durante as Semanas Internas
de Prevenção de Acidentes de Trabalho, SIPATs, uma vez
que se o funcionário se acidentar a caminho do serviço,
a empresa é responsável.
Há também aulas educativas para motoristas infratores.
Quem cometer uma infração leve ou média tem a chance
de torcar a multa e os pontos que seriam perdidos na Carteira Naciondal
de Habiliação por uma aula, onde acontece um bate papo
informal, um momento de reflexão.
As crianças e os deficientes também recebem atenção.
"Te-mos um semáforo es-pecial para deficientes visuais na
Avenida Odilon Fernandes, e vamos fazer uma nova experiência.
Vamos percorrer as ruas da cidade para cobrar dos motoristas que "esqueceram"
que os rebaixamentos de calçada são para os deficients
físicos," explica Vanilda.
No pátio do ComSeTran, está instalada a Transitolândia.
"Trazemos as crianças e depois de uma aula ao ar livre,
elas passeiam pela mini-cidade onde temos vários sinais de trânsito.
Neste ano já passaram mais de mil crianças por aqui",
diz Finholdt. A escola interessada em levar suas crianças tem
apenas que marcar com o ComSeTran, pelo telefone 3321-6496.
Mas Finholdt lem-bra: "Não adianta nada nós trabalharmos,
o governo, a polícia , se cada um não fizer sua parte".
De 18 à 25 de setembro acontece em todo o Brasil a Semana Nacional
do Trânsito. O último dia é o Dia Mundial do Trânsito.
É determinado por lei que cada cidade deve desenvolver atividades
educativas nesta semana. As entidades de cada cidade escolhem a forma
mais adequada de trabalhar nesta data. A única exigência
é que seja de acordo com o tema escolhido pelo Conselho Nacional
de Trânsito, ConTran, que muda à cada ano. Nesta ano, o
tema já foi escolhido: não falar ao celular enquanto estiver
dirigindo. Finholdt aprovou: "Não consigo entender porque
os motoristas, quando o celular toca, têm tanta pressa em atender.
Será que é medo da bateria acabar? Porque não encostam
mais à frente e então atendem?", questiona.
As atividades já estão programadas. "Teremos teatro
com fantasias de semáforo, placas, morte...temos que dar um destaque
especial para a morte", diz Vanilda. "Se eu te mostrar uma
pombinha ali, você vai ver mas logo esquece. Mas se eu mostar
uma simulação de morte por causa do celular, você
já vai prestar mais atenção. Infelizmente, o homem
só dá atenção se tiver morte relacionada.
Parece que tem que ver sangue para aprender", lamenta ela.
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