Advogada
cria auxílio para mulheres que sofrem violências
Com
o objetivo de ajudar as mulheres, a advogada Simone Reis Carvalho criou
o SR Mulher, uma casa que conta com a solidariedade das pessoas e principalmente
a dela, para lutar em busca de uma vida melhor para as vítimas.
De acordo com a coordenadora, geralmente as vítimas têm
faixa etária de 15 a 50 anos, além de acontecer muitos
estupros com crianças.
Diariamente, a casa atende quatro a cinco mulheres e, no mínimo,
duas adolescentes. O procedimento tomado após a queixa de agressão
é levá-la à delegacia para fazer o boletim de ocorrência,
o exame de corpo delito e para encaminhá-la ao Juizado Especial.
A intituição oferece tratamento psicológico, para
trabalhar com a auto-estima das vítimas.
De acordo com a advogada Maria Ilca Fernandes, o crime de violência
doméstica, cujo conceito foi ampliado de acordo com a proposta
comunista, passa a ser crime público com inteiro respeito pela
vontade livre e esclarecida da vítima.
Quando o SR Mulher atende uma vítima que não tem para
onde ir, ela é acolhida. "Geralmente a mulher que apanha
pede abrigo com medo de voltar e ser espancada", conclui. A coordenadora
revela que a maioria delas retorna para seus maridos, mas quando não
conseguem encaminhar sua vida, no trabalho ou no lar, a instituição
ajuda com cestas básicas. A única renda da casa provém
de onze pessoas que colaboram mensalmente com a quantia de dez reais
e, às vezes, a comunidade doa um pouco de leite. No mais, a advogada
Simone é quem arca com as despesas. Já os funcionários
são todos voluntários.
Para a coordenadora do SR Mulher, o serviço é feito por
amor ao próximo, já que sentiu na pele a violência.
Ela se sensibilizou quando viu uma reportagem falando da abertura desta
casa no ano de 2000, e se identificou querendo dar a sua contribuição.
"A mulher tem que trabalhar a sua auto-estima para conseguir ter
iniciativa para sair deste problema, porque se não continuará
a mesma coisa", revela. Simone quer implantar, juntamente com o
Senac, cursos para que as mulheres agredidas possam ter conhecimento
para melhorar de vida