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Projeto
"Acolhida Marista" cria oficina de reciclagem
O projeto "Acolhida Marista", elaborado pelo Colégio
Marista Diocesano de Uberaba, surgiu há três anos. Seu objetivo
é oportunizar crianças e adolescentes que vivem nas ruas
de Uberaba, desenvolverem suas criatividades, além de oferecer
melhor qualidade de vida.
Para manter este projeto são confeccionados materiais de papéis
reciclados, que são vendidos para a comunidade. Da arrecadação,
os participantes recebem 10%. Com o restante da arrecadação
o projeto garante cesta básica, vale transporte e uma ajuda de
R$ 65, 00 para cada criança atendida.
O desperdício de papel no Colégio Marista, não só
por parte dos alunos, mas também por parte dos demais integrantes,
originou a proposta de criar a oficina de reciclagem de papel. O objetivo
era conciliar o atendimento às crianças e adolescentes que
estavam em situação de vulnerabilidade pessoal e social,
de forma a desencadear um processo de reintegração social
digna. Eles ficam na rua sem ter nada o que fazer, e assim partiam para
roubar, vender drogas e até mesmo matar.
Vânia Guarato declara que as crianças recebem uma ajuda financeira
todo o mês, para que seus pais não as retirem da escola.
Essas famílias de classe baixa necessitam de todos trabalhando
para sobreviver.
Os papéis utilizados na escola acabam se transformando em caixas
para enfeites, sacolas para colocar presentes e outros. A assistente social
diz que os meninos mal dão conta de atender os pedidos dos próprios
alunos do Marista, que são seus maiores clientes.
O garoto Clésio, 16 anos, diz que sua vida melhorou bastante depois
que entrou no projeto. "Antes eu ficava na rua engraxando sapatos,
mas quando não estava bom de clientes saia pedindo esmolas e pensando
em fazer besteiras, como roubar e usar drogas", revela. Ele fala,
também, dos passeios que fazem a chácara, ao cinema e aos
encontros dos irmãos Marista. "É gostoso, pois estamos
com alguém que nos valoriza", confidencia.
Vânia Guarato ressaltou que em breve a oficina será ampliada,
aumentando o número de participantes. Mas, como todo projeto, existem
dificuldades para atender toda a demanda, já que é mantido
ainda com doações mensais dos alunos, funcionários
e professores. Será necessário firmar parcerias com gráficas
ou escolas, para a cessão do papel que jogam fora, permitindo a
ampliação da produção.
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Comunidade
Marista acolhe crianças de rua
Lixo
vira arte
Marista,
tradição em Uberaba
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