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Comunidade
Marista acolhe crianças de rua
Alunos,
professores e funcionários do Colégio Marista Diocesano
dão exemplo de voluntariado
Ricardo Bavaresco
6 período de Jornalismo
Eles estavam nos semáfaros,
nas esquinas, nas praças. Eram garotos de rua pedindo esmolas.
Hoje, a realidade de 21 dessas crianças e adolescentes, que estavam
em situação de vulnerabilidade social, é outra. Integram
o "Acolhida Marista", um projeto desenvolvido pelo Colégio
Marista Diocesano de Uberaba, instituição de ensino ligada
à Igreja Católica.
A idéia surgiu há três anos e de lá para cá
tem sido implementada. Neste período, nove garotos abandonaram
as atividades do "Acolhida Marista", preferindo ficar nas ruas
da cidade. O projeto exige que todos estejam estudando. A assistente social
Vânia Helena Guarato Bragato vai às escolas para monitorá-los,
mensalmente. Aos sábados, eles vão para o Colégio
Marista, onde tem aulas de reforço escolar, capoeira, música,
teatro, educação física e noções de
higiene pessoal.
Vânia explica que, durante a semana, antes ou depois das aulas em
suas escolas, eles vão para a oficina de reciclagem de papel, onde
produzem embalagens de presentes, sacolas, capas de trabalho, cartões
postais, abajur e outros. Da arrecadação com a venda desses
produtos, os participantes recebem 10%. Mas, é bom ressaltar que
o restante é utilizado para manter o projeto, que fornece cesta
básica, vale transporte e uma ajuda de R$ 65,00 para cada um deles,
para que continuem desenvolvendo suas atividades no "Acolhida Marista".
Eles são garotos de 7 a 17 anos, que sonham com uma profissão.
Clésio Aparecido dos Santos frequenta há seis meses oficina
de reciclagem de papel. Como o irmão Celso Aparecido dos Santos,
ele quer ter uma profissão e vida própria.
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Projeto
"Acolhida Marista" cria oficina de reciclagem
Lixo
vira arte
Marista,
tradição em Uberaba
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