A opção de ser mãe sem crise

Universitária decide dividir os estudos com a maternidade

Ricardo Bavaresco
Wesley Jacinto
7 período de jornalismo


Dividir as tarefas de casa e a educação dos filhos com o trabalho externo ou o estudo não é novidade para milhares de mães que desde o final do último século avançaram nas conquistas por igualdade. Mas quando a decisão de ser mãe parte de uma jovem universitária, que se dispõe a dividir os estudos com o marido e o filho, o fato muda de figura, ainda mais, quando este filho não foi obra do acaso, mas sim de um planejamento de um casal de universitários.

Estudante do sétimo período de fisioterapia, a catarinense, Talita Berthé Rocha, 23 anos veio para Uberaba há quatro anos, depois de escolher a Universidade de Uberaba, juntamente com o marido, Rafael Rocha, 24 anos, estudante de Publicidade e Propaganda. Eles se conheceram em Curitiba, no cursinho, um anos antes de mudar para Uberaba. Segundo Talita, desde o início do relacionamento a idéia de ter um filho já passava pela cabeça dela. "Aos 18 anos já tinha o desejo de ser mãe, idealizava uma criança, porém achava que o planejamento seria fundamental", disse.

Apoiada pela família e pelos amigos que encontrou em Uberaba, cidade que ela qualifica como acolhedora, Talita insistiu no sonho. Por dois anos tentou engravidar, sem sucesso. Quando ela já tinha se conformado em deixar este objetivo para depois da formatura, ela ficou grávida, no início de 2001. "No momento em que descobri que estava grávida fiquei muito assustada, pois apesar de ter vontade de ser mãe, não esperava ser mãe naquele momento. Mas, depois do susto, minha gestação foi muito tranqüila e a melhor receita para quem quer ter uma gravidez sem problemas é ter calma, apoio da família e dos amigos". Talita fez questão de ressaltar o apoio recebido dos amigos e dos professores.

Dividir as obrigações de estudante e ser mãe, na cabeça de Talita eram coisas distintas que em momento algum ela imaginava que pudesse interferir uma na outra. "Compartilhar a gravidez e os estudos não foi algo difícil. Continuei estudando. O único problema foi com as transformações do corpo, me tornei uma pessoa mais lenta, sentia várias dores e fiquei muito tensa", relembra.

No dia 3 de agosto de 2001 nasceu Arthur Berthé Rocha. Com nove meses, o primogênito contribui para aproximar ainda mais os pais. "O fato de compartilhar os deveres de casa e os estudos é difícil, mas também é compensador. Conciliar todos os afazeres exige muita dedicação. O apoio do marido é muito importante", afirma Talita. "Quando é só o casal vivemos um para o outro, mas com a chegada de um primogênito passamos a nos dividir para construir uma melhor sintonia na família. O funcionamento da casa passa a girar em torno da criança: a casa tem que estar sempre limpa e temos horários para tudo, pois os atos dos pais interferem no desenvolvimento do filho", completa Rafael.

Ser mãe
Para Talita a tarefa de ser mãe é puro instinto, desde o início. "A partir do momento que se é mãe, a gente aprende a lidar com as atividades", testemunha ela. Deixar o filho em casa para dar prosseguimento aos estudos, deixa a mãe saudosa, mas ao mesmo tempo ela se tranquiliza por saber que ele está com o pai. Os dois dividem os horários da escola com o cuidado com o filho. "A gente tem sempre que planejar o tempo, principalmente em relação aos horários da faculdade para decidir quem fica com o filho",
O medo do casal é em relação ao futuro, com a parte desconhecida da vida. As influencias externas que o filho possa sofrer e o fato de não poder dar tudo que pretende ao filho, transformam-se em fantasmas que assustam o jovem casal. E como a preocupação de todo casal é de dar uma boa educação para os filhos, Talita e Rafael já estão pensando nisso. "Pretendo coloca-lo numa escolinha para que ele conheça novas pessoas e tenha um convívio social".

Assim que se formarem Talita, Rafael e Arthur vão para Curitiba. Por equnato, neste momento, segundo Rafael a universidade é uma das coisas mais importante já que precisa ter um futuro promissor para proporcionar uma boa condição ao filho. Ele ressaltou que quando se torna pai, surgem novos interesses e a vontade de crescer na vida aumenta.

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