Defensoria garante acesso à Justiça
A
Constituição Federal estabelece o acesso à Justiça
como direito fundamental. Mas isso não significa somente a possibilidade
de levar uma determinada demanda ao Poder Judiciário ou o direito
de recorrer à Defensoria Pública quando não se
tem dinheiro para pagar um advogado.
A Defensoria Pública exerce um papel importante dentro do sistema
Judiciário, porque atua nos casos em que as pessoas não
têm dinheiro para contratar um advogado. E como a maioria não
tem condições para arcar com essas despesas, atende cerca
de 80% dos casos, tanto da área cívil, quanto da criminal.
O coordenador Luiz Alberto Moraes Júnior explica que muitas vezes
as pessoas não entendem direito como a Defensoria Pública
funciona: "elas nos procuram achando que vão sair daqui
com um papel nas mãos, contendo a resolução de
sua reivindicação, mas precisam entender que não
é bem assim. Trabalhar com essas pessoas é muito complicado,
pois demoram muito para trazer os documentos necessários para
iniciar a ação, ou mudam muito de endereço. Muitas
vezes, a audiência é marcada e não conseguimos localizá-las.
Acabam faltando, o que atrasa todo o andamento do processo."
Moraes Júnior diz que a Defensoria Pública não
tem a estrutura da Promotoria e da Magistratura: "Falta todo tipo
de profissional, desde serventuários, passando por juiz, promotor
e inclusive defensores." Segundo ele, uma lei orgânica já
foi enviada à Assembléia Legislativa, o que pode facilitar
o trabalho de todos. O defensor reivindica um maior investimento por
parte dos governos. O Judiciário urgentemente, revelando que
existem aproximadamente 6 mil processos em andamento na Defensoria,
divididos entre civil e criminal.
Separações, divórcios, guarda de menores e pensão
alimentícia são as ações mais frequentes.
"Nós atuamos em todas ás áreas, mais especificamente
na Vara de Família". Trabalham com ele nove defensores,
dois advogados cedidos pela Prefeitura e cinco estagiários. "Falando
assim parece muito, mas o volume de trabalho é grande",
observa.
O coordenador da Fefensoria afirma que muitos profissionais estão
abandonando o serviço público e seguindo outros caminhos,
por causa dos baixos salários. Ele mesmo está aguardando
ser chamado para a Magistrautura.