Conceitos e dicas para quem quer ajudar
A
deficiência visual inclui dois grupos de condição
visual: cegueira e visão subnormal. Para fins educacionais e
de reabilitação são utilizados os seguintes conceitos:
CEGUEIRA: ausência total de visão até a perda da
capacidade de indicar projeção de luz.
VISÃO SUBNORMAL: condição de visão que vai
desde a capacidade de indicar projeção de luz até
a redução da acuidade visual ao grau que exige atendimento
especializado.
A deficiência visual, seja ela cegueira total ou visão
subnormal, pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem
nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes
visuais, em qualquer fase da vida, desde os primeiros dias de vida até
a idade avançada. A deficiência visual ocorre independentemente
de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça,
ancestrais, educação, cultura, saúde, posição
social, condições de residência ou qualquer outra
condição específica. Pode ocorrer repentinamente
de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente
que a pessoa atingida demora a tomar consciência do que está
acontecendo.
A deficiência visual interfere em habilidades e capacidades e
afeta, não somente a vida da pessoa que perdeu a visão,
mas também dos membros da família, amigos, colegas, professores,
empregadores e outros. Entretanto, com tratamento precoce, atendimento
educacional adequado, programas e serviços especializados, a
perda da visão não significará o fim da vida independente
e não ameaçará a vida plena e produtiva.
Como ajudar?
Para muitas pessoas, ainda existem certos receios na hora de ajudar
um deficiente visual. Essas são algumas dicas de como tratá-lo
corretamente:
- Ofereça sua ajuda sempre que um(a) cego(a) parecer necessitar.
Mas não ajude sem que ele(a) concorde;
- Sempre pergunte antes de agir. Se você não souber em
que e como ajudar, peça explicações de como fazê-lo;
- Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço,
de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo
braço: além de perigoso, isso pode assustá-la.
À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos,
vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas
caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo
que a pessoa cega possa lhe seguir;
- Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável
para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como
"cego", "olhar" ou "ver", os(as) cegos(as)
também as usam;
- Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais
claro e específico possível. Não se esqueça
de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir.
Como algumas pessoas cegas não têm memória visual,
não se esqueça de indicar as distâncias em metros
(por exemplo: "uns vinte metros para a frente"). Mas se você
não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo
como "eu gostaria de lhe ajudar, mas como é que devo descrever
as coisas?", ele(a) lhe dirá;
- Ao guiar um(a) cego(a) para uma cadeira, guie a sua mão para
o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não;
- Num restaurante, é de boa educação que você
leia o cardápio e os preços;
- Uma pessoa cega é como você, só que não
enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você trata uma pessoa
que enxerga;
- Quando você tiver em contato social ou trabalhando com pessoas
portadoras de deficiência visual, não pense que a cegueira
possa vir a ser problema e, por isso, nunca as exclua de participar
plenamente, nem procure minimizar tal participação. Deixe
que decidam como participar. Proporcione à pessoa cega a chance
de ter sucesso ou de falhar, tal como qualquer outra pessoa;
- Quando são pessoas com visão subnormal (alguém
com sérias dificuldades visuais), proceda com o mesmo respeito,
perguntando-lhe se precisa de ajuda, quando notar que ela está
em dificuldade. (M.E.S.)
Fonte: Extraído/adaptado do site da Sociedade dos Cegos do Rio
Grande do Norte - SOCERN, em 11/10/2002.
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