|
Morar
num asilo
André Nunes
5 período de Jornalismo
Morar num asilo é indiferente para uns, bom para alguns e ruim
para muitos, principalmente para aqueles que são ignorados pela
família e são internados contra a vontade. Eles sofrem.
É o caso de Olavo Cândido de Oliveira, 62 anos, há
seis meses morador do Asilo São Vicente de Paula. Separado há
vários anos, ele contou que morava sozinho em sua residência.
Porém, seu filho o convenceu a ir para a instituição,
mostrando os perigos que corria em morar sozinho.
Entretanto, para outros destes simpáticos velhinhos, que foram
abandonados pela sociedade, sem nenhum parente vivo, ser recolhido e levado
para o asilo, onde são tratados com amor e dedicação
é estar no paraíso. Maria de Lourdes Mota, 67 anos, mora
há um ano e quatro meses no Asilo São Vicente de Paula.
Ela gosta do lugar e da convivência com todos.
"Nós não participamos das festas, pois acabam tarde.
Somos beneficiados pela renda, para manter o padrão do asilo, porque
só com os nossos salários em doação, não
dá." Segundo Maria de Lourdes, os idosos que são aposentados
contribuem com suas aposentadorias ou com parte delas.
Assistência da Prefeitura
A Prefeitura de Uberaba, através da Secretaria do Trabalho, da
Assistência Social, da Criança e do Adolescente (Setas),
realiza um passeio com os idosos internados nos asilos a cada dois meses,
fornecendo ônibus para as viagens ou para confraternizações.
Uma vez por semana, um médico faz consultas nesses estabelecimentos.
A enfermeira Wany Ramos Carmelita, 60 anos, trabalha no Asilo São
Vicente de Paula. Ela é cedida pela Prefeitura há 5 anos
e dois meses e presta serviços no período da tarde. "Me
sinto satisfeita e realizada ao dar a minha parcela de contribuição",
disse Maria.
Na última quinta-feira de cada mês, a Setas realiza a Tarde
Festiva do Idoso no Uberaba Tênis Clube, onde cerca de mil pessoas
se reúnem numa grande confraternização. São
promovidas atividades de lazer, recreação, dança
e música. Também é um momento de reflexão,
para que o idoso mantenha o equilíbrio espiritual e possa melhorar
a sua qualidade de vida, explicou o diretor da Setas, Nilo Cézar
Ayer.
A Prefeitura mantém, ainda, a Unidade de Atenção
ao Idoso (UAI). No local são promovidas oficinas e atividades como
hidroginástica, crochê e outras. Segundo ele, existem vários
projetos que poderiam ser implementados, a exemplo de outras cidades,
como do "Pai ou Mãe Social", onde uma pessoa "adota
um velhinho". No início do ano, foi feita uma pré campanha
em cima disso. Porém, infelizmente ainda não pôde
ser colocado em prática, em razão de várias dificuldades.
Uma delas é a falta pessoas interessadas, disponíveis e
com o perfil adequado. E isso não é fácil, devido
a atual situação social do país. Mas, uma nova campanha,
a partir de setembro, será viabilizada para que o projeto possa
ser lançado, revelou o diretor da Setas.
|
|

O
valor que o idoso tem
|