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Origem do Graffite
Graffiti é um termo tão antigo quanto a velha Roma. Os
antigos romanos, em sua sociedade, tinham o costume de escrever com
carvão nas paredes de suas construções. Eram manifestações
de protesto, palavras proféticas, ordens comuns e outras formas
de divulgação de leis e acontecimentos públicos,
como se fossem mensagens em cartazes. No final da década de 60
e início da década de 70 no nosso século, jovens
do bairro do Bronx reestabeleceram esta forma de arte, mas desta vez
não com carvão e sim com tintas spray, criando um novo
diálogo de graffite, colorido e muito mais rico, tanto visualmente
quanto no conteúdo de mensagens que eram passadas.
Desde o início os artistas eram chamados de writers (escritores),
costumavam escrever seus próprios nomes ou chamar atenção
para problemas do governo ou questões sociais da realidade que
viviam. Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens, porque o verdadeiro
interesse do graffiteiro era passar aquela mensagem para o maior número
de pessoas. Outro modo de passar sua mensagem eram os muros das cidades.
As teorias se unificam a partir do momento que se aceita que os graffiteiros
ou escritores de trens, fossem os mesmos integrantes das gangues dos
guetos de Nova York. Não podemos esquecer ainda que neste período
século XX, nos grandes centros urbanos, as academias e escolas
de arte começaram a entrar em crise e cair no conceito dos jovens
artistas, que queriam uma linguagem nova, mais direta, mais humana e
que mexesse com as pessoas, fazendo assim com que esse tipo de arte
fosse bem aceita por um público mais comum. Com isso ocorreu
um avanço no mundo do graffiti, graffiteiros criaram as chamadas
"tags" que são na verdade como uma marca registrada,
ou seja, suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens,
usados em seus graffites, os chamados "bonecos". Hoje, o graffite
está nas maiores cidades do mundo, inclusive nas principais cidades
brasileiras.