A
periferia é aqui
Não
importa o lugar, o que importa é criar. Assim, os adolescentes
de
diferentes bairros da cidade assumem o que gostam e fazem arte,
enfrentando abertamente a discriminação
Leonardo
Boloni
7 período de Jornalismo
O Projeto Periferia Cultural é a união de vários
movimentos sócio-culturais da periferia de Uberaba. É
uma alternativa para criar espaço para as manifestações
culturais da comunidade. De acordo com o presidente da Companhia Brasileira
de Teatro e Percussão e coordenador geral do projeto, Órfilo
Fraga, ou Filó, como é mais conhecido, a periferia da
cidade é um terreno rico para realização e produção
de manifestações populares. "Ao contrário
do que a maioria das pessoas pensam, não é um lugar onde
só existem pessoas de baixa renda e problemas sociais. Todos
pensam que lá só precisam de ajuda. Na verdade, o que
eles precisam é de oportunidades para desenvolver talentos",
afirma.
Periferia Cultural
Foi com a idéia de dar oportunidades para que se desenvolva talentos,
que surgiu a Periferia Cultural. Lá reúnem-se rappers,
breakers, grafiteiros e outras galeras. É o local onde se organizam
e realizam seus eventos. Além do hip-hop, a Periferia Cultural
acabou chamando a atenção de outras formas de expressão.
Vieram as bandas de hardcore da cidade, e com elas os esqueitistas.
Lá todos se integram e unem forças para conquistar um
espaço e fortalecer seus ideais. Também, a Periferia Cultural
desenvolve atividades voltadas para o aprimoramento dos talentos latentes
da periferia. Oferece cursos e oficinas de teatro, graffite, break e
música, promovendo assim um maior intercâmbio cultural
entre as atividades desenvolvidas. O Projeto Periferia Cultural, criado
há um ano, é mantido pela Companhia Brasileira de Teatro
e Percussão, em convênio com a Fundação Cultural
de Uberaba.