Exportar não é difícil

Sana Suzara Veras Boa Sorte
5 período de Jornalismo


Não há dificuldade para os empreendedores que estejam interessados em ingressar no mercado externo. As portas estão abertas, principalmente, com o mundo globalizado, podendo ser feitos grandes negócios, onde o inglês é a língua dominante. Mas não é simplesmente investir. É fundamental que o interessado procure saber mais a respeito do tipo de comércio que queira investir.
Para isso, são necessários maiores conhecimentos, como pesquisa de mercado, preço, ter em mãos todos os documentos e se informar sobre as taxas de embarque e desembarque antes da negociação. Essa foi a palestra apresentada ao curso de Administração durante a Semana de Seminários.
Exportar ou morrer
Seguindo as palavras do presidente Fernando Henrique Cardoso de que o país precisa exportar para não morrer, é necessário uma ação de empreendedorismo. A afirmação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
José Maria Barra declarou que o mercado exige um grande cooperativismo, entre empresários e governo, para que juntos possam produzir para atender às necessidades do mercado mundial. Mas, para isso é necessário criatividade e ação.
Para a conselheira-chefe dos escritórios de representação do Ministério das Relações Exteriores em Minas Gerais, Débora Vainer Baremboim, não existe barreiras para ingressar no mercado externo. Segundo ela, o problema está em nós e a maior dificuldade a ser enfrentada será em relação aqueles produtos que ameaçam os dos outros países. E o principal, é manter as idéias claras e se preparar para a competitividade global.
A conselheira-chefe Débora Vainer informou que o Brasil estabelece comércio com vários países. A União Européia absorve cerca de 29% de nossas exportações, os Estados Unidos 19% e o Mercosul 18%. Sozinha, a Alemanha é a nossa principal parceira. Neste ano, rendeu US$ 2,5bilhões ao Brasil, seguida pela Itália com US$ 2,1bilhões. Entretanto, em 1997 o Brasil exportou US$ 77,5 milhões. A maior aceitação do mercado externo é pelas frutas, como banana, maça, tamgerina, abacate, abacaxi, melão, laranja e morango. Outros produtos, como soja, automóveis, café e minérios tem grande peso na balança comercial.
Ainda de acordo com ela, o Brasil deveria direcionar seus investimentos para uma boa campanha de marketing, promoção de feiras, montagem de escritórios de representação, viagens para saber da satisfação do consumidor estrangeiro e apresentação do produto a novos clientes. Aos exportadores é preciso saber da necessidade ter em mãos toda a documentação necessária para que seja liberada a carga para seu destino pelos orgãos governamentais e Estação Aduaneira de Interior, além de dispor de investimentos fornecidos pelo Banco do Brasil e Sebrae, para que a demanda solicitada e a qualidade dos produtos seja garantida.
Muitos podem achar que não, mas o mercado externo exige cuidados com relação às embalagens, rótulos, segurança no transporte, qualidade, padronização e informações prévias sobre o produto.
Ele citou como exemplo os móveis exportados por Franca (SP): o produto tinha preço acessível e a empresa nome no mercado. Entretanto, enfrentava um grande problema. Ao ser transportado, a qualidade era comprometida. Esse detalhe passou a ser analisado, para que a credibilidade do produto não se perdesse.

 

Mineiros buscam mercado global


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