Mineiros buscam mercado global

Federação das Indústrias dispõe estrutura de apoio aos empresários para exportação.


Sana Suzara
6 Período de Jornalismo


Palestra direcionada aos alunos do Curso de Administração e interessados em Comércio Exterior foi ministrada pelo professor Carlos Eduardo Abijaodi, membro da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), durante a Semana de Seminários. O objetivo principal era discutir sobre a área de exportação dos produtos das empresas mineiras, enfatizando a participação de Uberaba no mercado externo, em relação aos investimentos, e as exigências do mercado consumidor internacional.
Gabriel Andrade falou dos prós e contras do mercado internacional, de acordo com a sua experiência de seis anos como dirigente de uma empresa uberabense de cosméticos. "Lá fora a competitividade é maior, optamos por terceirizar a exportação. Em 1999 resolvemos adaptar nosso produto aos padrões internacionais. A partir daí crescemos 60%. Em julho exportamos 900 mil dólares em cosméticos. Abrir fronteiras é sinônimo de prestígio para a empresa" enfatiza. Ainda sobre a questão do consumo internacional, foi observado o problema da segregação racial e suas influências no mercado. " Ocorreu uma experiência interessante, exportando para o Líbano, a empresa foi alertada para não enviar o produto em navios com bandeira israelense ou utilizar matéria prima originária desse país. Tais impasses sócio-culturais dificultam a exportação", conclui Andrade.

Apoio às exportações
O vice-presidente da Fiemg, José Maria Barra, afirma que a entidade existe para servir, dando suporte necessário para incentivar a exportação. Segundo ele, a federação tem condições de informar qual produto o país deseja importar do Brasil e a que preço, o perfil do consumidor estrangeiro e a prospecção de mercado nos Estados Unidos e nos países da Europa. Diz ainda que Uberaba será o protótipo de empreendedores voltados para o mercado nacional. Em sua última visita a Uberaba, o presidente nacional do Sebrae viabilizou a criação de uma Escola de Designer e Ourivesaria. " As pequenas e médias empresas devem, a princípio, atingir o mercado interno, para depois, com mais confiança, conquistar o território internacional", explica José Maria Barra.

 

Os caminhos

Exportar não é difícil


Subir