O
Instituto dos Cegos
Com
60 anos de existência, o Instituto dos Cegos oferece um grande
número de atividades específicas para os deficientes visuais.
Eunice Vieira Abraão Borges, diretora do instituto e conhecida
como Nicinha, destaca que o grande trabalho realizado com os deficientes
visuais está ligado a oficina pedagógica, onde se trabalha
as habilidades deles aprimorando o dom de cada um.
"Um grande passo que foi dado por nós, consiste em um projeto
chamado bolsa de trabalho. O estado nos passa uma ajuda de custos e
selecionamos alguns alunos para que possam desenvolver algum tipo de
trabalho, buscamos empresas que se dispõem a nos ajudar e fazemos
o treinamento de alguns destes deficientes. Caso ele saia bem, o empresário
em questão o contrata e a partir de então ele começa
a andar com suas próprias pernas e a receber pelo seu serviço",
conta.
Apesar de todo o empenho dos diretores, coordenadores e professores
do Instituto, muitos empresários preconceituosos, segundo Nicinha,
chegam a falar que uma pessoa cega deve pedir esmola e não tentar
trabalhar. "Mesmo assim não desanimamos e sempre tentamos
buscar uma nova ajuda", afirma a diretora.
O grande incentivo do Instituto está relacionado ao estudo. Apoiam
o aluno desde o ensino fundamental, até poderem entrar numa faculdade.
Lá é oferecida uma modalidade de ensino chamada orientação
e mobilidade para ajudar o deficiente a se locomover nas ruas da cidade.
"Sempre orientamos para que eles não tenham medo de pedir
ajuda, muitos ouvem quando o sinal muda, sempre ficam com dúvida
se podem ou não passar a rua. Nós fazemos todo o trajeto
com eles, orientando onde tem sinal, faixa de pedestre, sempre ressaltando
que eles podem e devem pedir ajuda quando se sentirem seguros",
explica
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