Congresso
de Cafeicultura busca alternativas para a crise do café
Aproximadamente
mil e 500 produtores e técnicos participaram do maior evento
do setor, em Uberaba
Miriam Lins Caetano
5 per’odo de Jornalismo
Os tempos não estão bons, nem mesmo para quem se dedica
a ganhar a vida no campo. Por isso, entre os dias 23 e 26 de outubro,
a cidade sediou o 27 Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, patrocinado
pela Universidade de Uberaba, Ministério da Agricultura, Embrapa,
Procafé e Caccer, com o objetivo de discutir soluções
para os problemas provocados pela crise que envolve a queda de preço
do café no mercado internacional.
Realizado no Parque de Exposições Fernando Costa, foram
montados estandes de empresas de insumos para o café. O congresso
trouxe à Uberaba produtores e técnicos de todo o país,
especialmente da região do cerrado. Eles vieram em busca de informações
sobre as novas tecnologias para o cultivo e sobre alternativas para
a redução dos custos de produção. Essa soma
pode ser a saída para o problema que aflige grande parte deles.
Sessões de trabalhos e pesquisas foram realizadas no centro de
convenções do parque. Todos os congressistas puderam contribuir
demonstrando seus projetos experimentais, pesquisas e estudos. Também,
fizeram do espaço um local de debate de suas vivências.
A presença masculina era predominante e variada, de estudantes
de agronomia a importantes produtores do setor. Nenhum deles estava
a passeio, muito pelo contrário, a crise realmente assusta, principalmente
por desequilibrar a balança comercial do país.
Cheios de curiosidade pelas inovações tecnológicas,
o tema que mais causou impacto entre os congressistas foi a cafeicultura
irrigada. Os trabalhos envolvem parcerias entre produtores, onde várias
áreas experimentais foram implantadas em fazendas de café.
Ao mesmo tempo servem de locais para divulgação das vantagens
e necessidades desta técnica. Dentre os avanços, destacou-se
a utilização da irrigação que proporciona
menores riscos, maior eficiência na utilização e
aplicação de insumos, além de maior produtividade
e melhor qualidade do produto. Um aspecto que possibilitou o avanço
deste tipo de cafeicultura é a disponibilidade dos sistemas de
irrigação mais modernos do mundo que estão a preços
cada vez mais competitivos.
A Universidade de Uberaba, inteirando-se do problema que os cafeicultores
da região do cerrado enfrentam, divulgou durante o congresso
o novo Curso de Cafeicultura Irrigada, visando os produtores que não
dispõem de tempo para frequentar uma universidade. O curso, oferecido
na modalidade à distância, é distribuído
em quatro blocos temáticos, onde o aluno desenvolverá
projetos de pesquisa e uma elaboração de trabalho para
conclusão de curso. Lançado a menos de três meses
já tem mais de 80 alunos matriculados, entre eles, alguns dos
Estados Unidos.
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