Centenário de amor e solidariedade no asilo São Vicente de Paulo!

Velhinhos que foram abandonados por familiares, encontram carinho e amparo no asilo.

Cássia Rocha
Patrícia Nolli
Renata Costa
5 Período de Jornalismo


O Asilo São Vicente de Paulo foi fundado em 1902 pelos irmãos vicentinos, uma sociedade originária da França seguidora do catolicismo que tem como objetivo a solidariedade e amor ao próximo.

No início as instalações eram simples, não havia lage na casa, nos quartos havia goteira, e por isso não oferecia muito conforto aos idosos. Com o tempo o asilo foi ganhando credibilidade junto à comunidade, que viu a seriedade e o esforço do pessoal da casa e começaram a colaborar com doações e voluntariado.

O asilo passou então por reformas trazendo melhorias para os internos, como laje, piso anti-derrapante, barra de apoio nas paredes, convênios com hospitais e universidades que possibilitou a construção da sala de fisioterapia, que funciona todas as quartas e quintas feiras apartir das 14:30h.


A casa tem estrutura para sessenta idosos, sendo trinta mulheres e trinta homens. Atualmente abrigando trinta mulheres e vinte e quatro homens em alas separadas, que contam com os cuidados de dezessete funcionários, irmãs católicas e voluntários.

A instituição não recebe apoio financeiro de nenhum órgão público sobrevivendo apenas de aponsentadorias de alguns internos, doações e eventos promovidos pelos diretores do local.

Os idosos fazem cinco refeições diárias sendo café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Alguns internos podem sair pela manhã para tomar o café na rua, outros também aproveitam para fazer caminhadas. Apesar de todo conforto, atenção e cuidados, os idosos reclamam a ausência da família.

Segundo o diretor voluntário do asilo José Oscar Buêncio, grande parte dos idosos são internados pelos próprios familiares, que inicialmente fazem visitas, mas depois os abandonam. "Os velhinhos são extremamente carentes, mesmo com toda atenção, carinho e amor que damos a eles. A falta da família sempre os incomoda", conclui o diretor.

Os velhinhos são um misto de realidade e caduquice, ora relembram fatos do passado, ora misturam e inventam coisas irreais. Assim é vó Idelcina e vó Carmem, conversando com as duas descobrimos um pouco da personalidade de cada uma, das angústias e do passado, e aprendemos com suas experiências de vida. Confira!

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