Assistência Médica na Apae

O coordenador clínico Alex Abadio Ferreira diz que o trabalho da área clínica funciona em partes. A Apae dispõe de uma área completa de fisioterapia, fonoaudiologia, assistente social, medicina, psiquiatria, pediatria, terapia ocupacional, odontologia e enfermagem. É uma equipe multidisciplinar. Segundo ele, o portador de deficiência não pode ser acompanhado somente por determinada área. O trabalho é em equipe e tem que ser feito com harmonia, de forma sincronizada. Nada é fragmentado. Todas as áreas são interdependentes, um depende do serviço do outro para que se tenha uma continuidade no processo de ensino.
As deficiências dos alunos são classificadas em três níveis: severa, leve e moderada. A severa é detectada em pacientes com pouca motricidade, que vivem acamados,e mesmo assim apresentam alguma potencialidade que na medida do possível, são exploradas. Na leve e na moderada, são feitos trabalhos elaborados, pois são alunos capazes. Em seguida, são encaminhados para o ensino regular e para o mercado de trabalho.
O processo de recuperação depende primeiramente do quadro do paciente. Em seguida, da equipe que vai trabalhar os alunos. Porém, para a reabilitação, é fundamental a colaboração da família.
Quando a deficiência atinge um grau elevado, o trabalho é feito para melhorar ou pelo menos para diminuir a gravidade. Mas quando o caso é menos grave a possibilidade de uma reabilitação mais rápida, é maior.
Todo aluno que chega à Apae passa, primeiramente, por uma triagem. Quando os problemas individuais são detectados, o atendimento é feito em cima das necessidades. "O nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente, torná-lo o mais independente possível, para que possa realizar as atividades da vida diária como uma pessoa normal", explica Alex Abadio.

 

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