Apae
luta contra o preconceito
Inclusão
social é a meta que a instituicao pretende alcançar
André
Teixeira Nunes
6 período de
Jornalismo
Há 29 anos a Apae Associação de Pais e Amigos
dos Excepcionais de Uberaba presta serviços a um importante
segmento da população de Uberaba. São anos de comprometimento,
paciência, dificuldade e, principalmente, luta ao portador de
deficiencia. Luta ja conhecida pelos alunos da entidade- o preconceito.
Este ano a Apae pretende unir os alunos da entidade com estudantes de
uma escola da rede particular de ensino A proposta da integracao pode
render entre os alunos algumas apresentacoes artisticas pela cidade.
A intenção é desenvoler com os portadores de deficiência
o jogo de capoeira, maculelê e a dança de bastões,
que simboliza a luta dos guerreiros para defender a tribo. Este é
o primeiro passo para que a associacao trabalhe ainda mais em sintonia
com a sociedade.
Para isto, a entidade realiza diversos trabalhos com os portadores de
necessidades especiais. Ali, a palavra exclusão não existe.
A luta é pela inclusão social, mas todo o trabalho depende
de voluntários. Para isso, a Apae criou uma campanha intitulada
"Fazer inclusão social é excepcional seja
voluntário", objetivando atrair pessoas que possam colaborar.
A comunidade tem correspondido ao chamamento. Um dos exemplos parte
dos universitários do curso de Fisioterapia.
Eles atuam como voluntários na Apae, numa espécie de estágio.
Segundo Gustavo Abranhão, o trabalho envolve a parte ambulatorial
com enfoque em pediatria. Seis alunos trabalham pela manhã, e
seis à tarde, sob a supervisão dos professores. Abranhão
explica que os alunos são levados das salas para as clínicas
onde é observada a capacidade motora de cada um. Com base nisso,
é determinado o tratamento necessário. "Mas a maioria
dos pacientes não têm um bom prognóstico, especialmente
aqueles mais velhos ou os que têm debilidades respiratórias.
Porém, na medida do possível, é feito um trabalho
que visa a melhoria da qualidade de vida. Há também, aqueles
pacientes que têm prognósticos melhores, como os portadores
da Síndrome de Down e os que têm atraso de desenvolvimento
neuro-psicomotor", observa Gustavo.
Segundo ele, o convênio entre a Universidade de Uberaba e a Apae
vai completar um ano e tem favorecido os acadêmicos.