Quais
são os mais excluídos?
A injustiça social não escolhe raça, idade ou sexo,
os pedintes variam entre crianças, jovens, idosos, portadores
de deficiência física e/ou mental. Exemplo disto são
as condições de Teresa Sidalgo, 48, portadora de deficiência
mental e foi desprezada pela família. Desde abril, ela é
atendida no CAPS durante o dia e passa a noite no albergue. Seu acompanhamento
é feito por Márcia Bernardes, assistente social da Secretaria
do Trabalho e Assistência à Criança e Adolescente
(Setascaad).
Márcia afirma que existe uma proposta em andamento, para atender
as pessoas portadoras de deficiência mental. Até o momento
o que tem acontecido é que quando uma pessoa tem um surto (variação
brusca e momentânea), a Setas é acionada, a assistente
social acompanha o paciente até o Hospital Escola, depois é
encaminhada para o sanatório. "Há casos específicos,
que exigem acompanhamento por um longo prazo. São situações
que não dá para abandonar à sorte", diz Márcia.
A assistente social, acrescenta que outro fator agravante, é
a cultura do assistencialismo, que gera maior exclusão social.
Há uma forte tendência de dar esmola, seja por sentimentos
de pieguismo ou para não se comprometer com a promoção
humana. Afirma ainda, "Esta realidade é devido a falta de
conscientização por parte da sociedade, que marginaliza
os mais pobres e os portadores de alguma deficiência".
Leia
também
Albergue
ajuda quem precisa de tratamento