Entidade
precisa de ajuda
Com poucos recusos ACD cuida de portadores de deficiências em
Uberaba
Cássia Rocha
4 período de Jornalismo
A Associação de Crianças Deficientes de Uberaba
(ACD), que funciona em uma casa alugada no conjunto Guanabara, é
a prima pobre da Assoceiação de Atendimento a Crianças
Deficiêntes (AACD). A AACD é uma entidade de âmbito
nacional e auto-sustentável, enquanto que a ACD, estritamente
local, vive da ajuda do povo e do poder público. Recentemente,
a entidade recebeu a doação de R$ 200,00 feita por alunos
do curso de Comunicação que foram premiados no Festival
do Minuto.
A ACD surgiu há 11anos devido a necessidade das mães de
portadores de deficiência terem que conciliar o trabalho fora
de casa com o cuidado com o filho. Assim, elas se uniram e criaram a
instituição, que vez por outra, se vê amaeçada
a ter que fechar as portas por falta de recursos. Nem de longe, a verba
doada pelos alunos vai resolver o problema , mas ameniza, conforme expressou
a coordenadora da entidade, Andréa Simões Teles Xavier.
Além dos 60 sócios contribuintes que geram cerca de R$
200,00 mensais, a ACD recebe através de convênio firmado
com a Prefeitura Municipal, R$ 2.400,00. Com esta renda a entidade tem
que pagar R$ 400,00 de aluguel da casa; R$ 700,00 de combustível
da kombi que faz o transporte dos alunos e ainda pagar a folha de pagamento.
São oito profissionais ao todo, sendo que a fonoaudióloga
e a fisioterapeuta são voluntárias.
O sonho das responsáveis pela ACD é construir a sede própria
cuja planta já está pronta. Porém a obra total,
atendendo a todas os critérios exigidos para a assistência
aos especiais, foi orçada em R$ 120 mil. O terreno já
foi adquirido mediante doação de uma área de dois
mil metros quadrados no bairro Manoel Mendes. "Estamos tentando
pelo menos construir um muro de cerca viva antes que vença o
prazo dado pela prefeitura. Se nós não construírmos
nada no local dentro deste prazo o terreno volta para o município",
explicou Andréa.
A ACD assiste a cerca de 28 alunos, mas apenas 19 são frequentadores
assíduos. A idade deles variam de 10 a 36 anos, e as patologias
são diversas. Há os casos graves entre deficientes adultos
que sofrem de paralisia cerebral, e casos mais moderados, que são
aqueles que conseguem se alfabetizar e desenvolver atividades artesanais.
Este grupo mais moderado, produz quadros, embalagens, porta-retratos
entre outros objetos que são comercializados para ajudar na manutenção
da entidade. Na feira realizada no ano passado, foi arrecadado R$ 500,00.
De acordo com Andréa o convívio entre eles, ajuda na sociealização
e no desenvolvimento. Leonardo Dias, por exemplo, tem 19 anos e está
entre os moderados. Ele está há 5 anos na ACD. Além
de gostar de desenhar e pintar ele se mostrou um bom entendedor de futebol
e se colocou como técnico da seleção, no lugar
do Felipão. Como técnico, ele teria escalado Romário,
mas mesmo sem o baixinho ele aposta no Penta. "Acho que o Brasil
chega lá", disse ele, com a determinação de
quem trabalha na área. Mas o sonho de Leonardo é ser doutor
ou policial. "Um dia eu chego lá", disse confiante.
Andréa não esconde a dificuldade de manter a assistência
aos alunos que vai desde o trabalho de alfabetização,
sessões de fisioterapia, acompanhamento psicológico e
fonoaudiólogo. Além disso, há ainda a alimentação.
Os alunos passam o dia na ACD, retornando para a casa somente no final
da tarde. "Toda ajuda é importante. Não podemos cobrar
dos pais porque muitos não têm condições.
Então contamos com o apoio das pessoas que apostam no nosso trabalho
e compreendem a necessidade desses especiais de receberem um tratamento
condigno", finalizou.
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